Arquivo de janeiro \21\UTC 2009

Redução de encargos

Segundo Chelotti, a despeito de todo o impacto da crise que já se faz sentir, vivemos no Brasil uma esdrúxula situação onde as empresas que mais empregam são exatamente as mais taxadas, o que deveria ser mudado se o objetivo, afinal, é fomentar o emprego e a inclusão social.

O importante é negociar

A crise e seus efeitos negativos sobre a atividade econômica e o emprego exigem maturidade e capacidade de negociação por parte de interlocutores como o Governo Federal, sindicatos e associações e empresários. Ralph Arcanjo Chelotti, Presidente da ABRH-Nacional, defende a participação do Estado, dos trabalhadores e das empresas em toda negociação visando conter os efeitos negativos da crise:

Este é um momento delicado e uma eventual falta de transparência na condução dessas negociações ou na maneira como são concedidos benefícios a determinados setores, pode ampliar a desconfiança e inviabilizar acordos que atenuariam os efeitos da crise”, explica Chelotti.

Maioria das fusões e aquisições fracassa

Muitos estudos internacionais, conduzidos por grandes consultorias como Accenture, Hay Group e Boston Consulting Group, assinalam que cerca de 75% das fusões e aquisições, a maioria delas promovida em função de crises momentâneas, não alcançam os resultados esperados porque as organizações descuidaram da gestão das pessoas no processo ou ignoraram os aspectos de integração de culturas organizacionais que garantiriam o sucesso da operação.

Em outras palavras, a obtenção e manutenção de níveis de competitividade e produtividade são ditadas pela excelência do capital humano, que deve ser considerado elemento vital quando se discute ajustes em função da crise e recompensado pela obtenção de resultados previstos e até imprevistos”, alerta Chelotti.

Compartilhando decisões

Para o Presidente da ABRH-Nacional, Ralph Arcanjo Chelotti , em momentos de crise as decisões nas empresas são centralizadas em algumas poucas áreas, o que termina por se revelar, no futuro, um grande equívoco:

A gestão econômico-financeira e suas medidas de contenção não podem se basear em premissas que se explicam por si só, como contenção de custos, enxugamento, downsizing. Elas precisam, antes, estar subordinadas ao pensamento estratégico das organizações e seus planos para o futuro”, recomenda Chelotti.

Até mesmo alternativas como fusões e aquisições, normalmente seguidas por grandes movimentos de demissão de pessoal, precisam ser pensadas em função dos dados apresentados por pesquisas internacionais que já avaliaram a efetividade dessas ações.

Desafios do gestor de pessoas

Os profissionais de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas têm enormes desafios pela frente em função da crise econômica. Segundo Ralph Arcanjo Chelotti, Presidente da ABRH-Nacional, os modelos de gestão de pessoas requeridos neste momento vão exigir que os profissionais do setor tenham em mente aspectos como a sustentabilidade, que exige considerar os interesses de acionistas, e demais stakeholders; a liderança responsável, apoiada em valores, austeridade e compromisso; e a inovação, evitando repetir comportamentos que já se mostraram obsoletos.

Prioridade é geração de empregos

Estimativas do próprio Ministério do Trabalho e do Emprego revelam que apenas 16% da população economicamente ativa no Brasil têm alguma qualificação, contra 30% em países como Chile e Argentina. Por isso, a ABRH-Nacional entende que a proteção ao trabalho, no País, passa necessariamente por investimentos em qualificação profissional, algo que precisa ser considerado neste momento de crise.

Embora reconheça que o cenário econômico é propício à adoção de medidas transitórias de flexibilização do emprego, o Presidente da ABRH-Nacional assinala que quaisquer decisões devem ser adotadas por meio do envolvimento de todos os interessados: “As decisões que busquem mudar regras trabalhistas requerem a participação de todas as partes envolvidas, como o Estado, os empregados e os empregadores, pois todos são corresponsáveis em obrigações e benefícios”, comenta Chelotti.

Transparência é fundamental

As ações de gestão da crise têm que ser demonstradas com transparência, o que significa que os setores empresariais que receberem incentivos neste momento devem oferecer contrapartidas sociais. Afinal, os recursos utilizados para apoiar determinados setores como o financeiro e o automotivo são recursos da sociedade.

Esta é a opinião de Ralph Arcanjo Chelotti, Presidente da ABRH-Nacional. Segundo Chelotti, a aplicação seletiva de fundos públicos deve ser direcionada prioritariamente para investimentos em atividades econômicas geradoras de emprego, assim como no complemento de acordos entre empresas e empregados e na proteção aos desempregados.

ABRH-Nacional se posicona sobre crise

Em nota divulgada em vários veículos de comunicação, a ABRH-Nacional relaciona uma série de sugestões para reduzir o impacto da crise econômica especialmente no que diz respeito à manutenção do emprego com qualidade.

Segundo o Presidente da ABRH-Nacional, Ralph Arcanjo Chelotti (foto), o objetivo da nota é o de conscientizar o gestor de pessoas sobre a importância de seu papel neste momento, e também o de alertar os diferentes agentes sociais sobre a importância da transparência e da negociação para a superação da crise.

Coaching também na ABRH-PR

A ABRH-PR promove a partir do dia 30 de janeiro o Curso de Formação de Coaches Executivos e Empresariais, que é reconhecido pela Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial (ABRACEM).

Entre os objetivos do curso estão formar executivos e empresários com adequado preparo teórico, prático e conceitual para atender, com elevada qualidade, a crescente demanda por este tipo de serviço. Saiba mais sobre o curso aqui.

Curso de coaching na ABRH-PB

A ABRH-PB está promovendo o curso Líder Coach, que visa formar líderes que desenvolvam suas equipes através da utilização eficaz da metodologia do “coaching” no processo de liderança.

Essencialmente prático, o curso será ministrado por Sirley Carvalho, que possui MBA em Gestão Empresarial pela FVG/RJ e é especialista em Marketing, com graduação em Administração de Empresas. Além disso, Sirley é Diretora de Eventos da ABRH-RJ e coordena o MBA em Gestão de Pessoas da Faculdade Maurício de Nassau.

O curso acontece entre 26 e 29 de janeiro, sempre às 18h30, no Shopping SEBRAE. Para mais informações clique aqui.

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