Arquivo de setembro \18\UTC 2009

Inclusão de jovens pode reduzir criminalidade

Para Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH-Nacional, o pacto pela inclusão dos jovens no mercado de trabalho diz respeito à qualidade das relações de trabalho no Brasil, pois estes investimentos em formação vão capacitar melhor os jovens que, em contrapartida, tornarão as empresas mais competitivas:

“Estudos da Organização Internacional do Trabalho – OIT – sobre as oportunidades para jovens no Brasil apontam problemas que precisam ser encarados de frente. Temos mais de 67% dos jovens entre 15 e 24 anos desempregados ou na informalidade, o que é uma tragédia para o país. Alguns desses jovens terminam sendo cooptados para o mundo do crime, pois não encontram oportunidades. A inclusão dos jovens é, também, um fator de redução da violência social, que, no Brasil, consome nada menos do que 10% do Produto Interno Bruto”, assinala.

Para Chelotti, muitas empresas desconhecem a necessidade de contratar aprendizes, o que pode ser resolvido com o envolvimento de mais instituições de caráter social, como a ABRH-Nacional, a Atletas pela Cidadania, o GIFE e o Instituto Ethos, que vão investir na comunicação da importância da inclusão dos jovens. Veja no vídeo abaixo depoimento de Raí de Oliveira no CONARH 2009 sobre a Lei do Aprendiz.

Empresas reclamam de baixa qualificação

Segundo Nismenia Cardoso, vice-presidente de Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável da ABRH-Nacional, e vice-presidente do Instituto Ser Humano, órgão social da ABRH-Nacional, o acordo com a ONG Atletas pela Cidadania envolve, ainda, outras entidades sociais, como o Instituto Ethos e o GIFE, todos orientados ao mesmo objetivo, que é o de promover a entrada dos jovens no mercado de trabalho por meio de programas de aprendizagem:

“As empresas se queixam de que é difícil encontrar pessoal qualificado no mercado e a Lei do Jovem Aprendiz é uma ótima oportunidade para começarmos a reverter esse problema, pois além de dar uma oportunidade a jovens que querem trabalhar, ela ajuda na qualificação dessas pessoas. É uma relação onde todos ganham, inclusive a sociedade”, diz.

Veja no vídeo abaixo o momento da assinatura da parceria entre a ONG Atletas pela Cidadania e a ABRH-Nacional, no CONARH 2009.

Vamos tirar a Lei do Aprendiz do papel

A Lei do Aprendiz precisa de uma mobilização nacional para sair do papel. É com esta premissa que a ABRH-Nacional, em parceria com a ONG Atletas pela Cidadania, presidida pelo ex-jogador de futebol Raí de Oliveira (foto), firmaram um pacto pela divulgação da lei, que visa dar maior empregabilidade aos jovens. De acordo com a lei, empresas de médio e grande portes devem ter em seus quadros entre 5% e 15% de jovens aprendizes em relação ao total de empregados, contratados em regime especial. Além da oportunidade de trabalho, os jovens atuam como aprendizes, passando parte de seu tempo em cursos de aprendizagem em instituições qualificadoras reconhecidas, que serão responsáveis pela certificação. Veja no vídeo abaixo entrevista com Raí de Oliveira sobre a parceria entre a ONG Atletas pela Cidadania e a ABRH-Nacional.

Terceirização precisa ser regulamentada

No último dia 14 de setembro, o Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho (IBRET) promoveu o Seminário sobre Terceirização do Trabalho, que aconteceu na Faculdade de Economia e Administração da USP. O encontro contou com a participação de representantes sindicais e empresariais; e propôs uma regulamentação da atividade no país, algo que já existe na Europa, Japão e até Estados Unidos.

 Segundo o Coordenador de Desenvolvimento e Estudos do DIEESE, Ademir Figueiredo, é preciso regulamentar essa atividade e fazê-lo de modo a impedir que o prejuízo maior fique com os empregados, pois muitas empresas de terceirização são agências de emprego disfarçadas e, quando cobradas, simplesmente desaparecem. Veja no vídeo abaixo a entrevista com Figueiredo:

José Pastore, professor de Relações do Trabalho da Universidade de São Paulo, afirma que a discussão sobre se as empresas podem terceirizar apenas atividades meios se tornou falsa, pois com as novas tecnologias ficou difícil dizer o que é meio ou fim em um processo de produção. “Penso que as empresas poderiam ter liberdade para terceirizar o que entendessem ser necessário, mas, em contrapartida, dando total garantia de direitos aos empregados terceirizados”. Abaixo você confere o depoimento na íntegra de Pastore.

Para Carlos Pessoa, vice-presidente de Relações Trabalhistas e Sindicais da ABRH-Nacional, um dos grandes problemas da terceirização nas empresas hoje se deve pelo fato dela estar nas mãos de áreas como a jurídica e de suprimentos. “A área de Recursos Humanos ficou marginalizada nesse processo. Nós temos que considerar que o terceiro é uma pessoa e que a contratação deste serviço deveria ser cuidada pela área de RH, que também deveria realizar uma auditoria na empresa contratante para saber se as obrigações trabalhistas estão sendo cumpridas.” Veja abaixo o primeiro trecho da entrevista com Pessoa:

Neste vídeo, Carlos Pessoa afirma que muitos processos de terceirização colocam empregados dentro de empresas em situações muito desiguais, com salários muito menores e praticamente sem benefícios, o que amplia os ganhos das empresas, mas eleva consideravelmente os riscos de demandas trabalhistas, que cresceram muito nos últimos anos. Assista o segundo trecho da entrevista com o vice-presidente de Relações Trabalhistas e Sindicais da ABRH-Nacional:

De acordo com o presidente do IBRET, Hélio Zylberstajn, a terceirização no Brasil é muito praticada, mas pouco compreendida, daí a importância de um amplo debate que evidencie as mudanças e regulamentações necessárias:

II Congresso de Gestão de Pessoas do Maranhão

Realizado pela ABRH-MA nos dias 23 e 24 de outubro, o congresso vai debater o tema “Gestão de Pessoas à luz dos grandes pensadores, valores que norteiam o futuro”. Confira abaixo a programação do evento:

Vencedores do Prêmio Ser Humano são prestigiados em livro da Qualitymark

A Qualitymark Editora lança em parceria com a ABRH-Nacional mais um exemplar da coleção de livros Gestão de Pessoas, categoria 3º Setor, com a apresentação dos cases vencedores do Prêmio Ser Humano Oswaldo Checchia 2009 na modalidade Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social. Nesta edição, são apresentados dois cases de sucesso de duas respeitadas instituições sociais: A APAE Salvador – Associação de Pais e Amigos Excepcionais – e o Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul. O primeiro, de Ana Lúcia Godinho Mendes e Angela Ventura, apresenta o projeto Tecnologia Empresarial Social: Valorizando Pessoas. O segundo case, Pesquisa, Caminho para a Cura do Câncer Infanto-Juvenil, é descrito pelo médico e um dos idealizadores e fundadores do Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul, Algemir Lunardi Brunetto.

Maior congresso sobre Gestão de Pessoas do Norte do país acontece em outubro

Em sua nona edição, o Congresso Amazônico sobre Gestão de Pessoas, realizado pela ABRH-AM, trará como tema central “ConscientizaRH para Transformar: compromisso, execução e performance”, debatendo sobre como identificar os instrumentos utilizados pela gestão de pessoas para impulsionar o conhecimento e o comprometimento da força de trabalho que visem à sustentabilidade, entre outros temas.

Além das palestras magnas, o congresso, que acontece nos dias 8 e 9 de outubro no Hotel Tropical de Manaus, contará também com painéis interativos, vivências, oficinas e apresentações de cases de sucesso,como o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus.

Para mais informações, clique aqui.

Café com Palestra

No dia 23/09, a ABRH-MT promove para seus associados mais uma edição do evento Café com Palestra. Os participantes poderão saborear um delicioso café matinal e assistir a palestra “Como Administrar suas Finanças Pessoais”, com o palestrante Ivan Sabo de Oliveira Jr.

O encontro acontece das 08h às 11h no Espaço SR de Educação. Para mais informações e inscrições, entre em contato pelo e-mail contato@abrhmt.org.br. O evento é gratuito.

Pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial 2009

Lançada pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial, a 2ª Edição da Pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial, que conta com o apoio da ABRH-Nacional e do Instituto Ser Humano, pretende traçar o perfil das principais práticas de voluntariado adotadas pelas empresas brasileiras e levantar as principais dificuldades e desafios enfrentados pelo setor.

Empresas de qualquer porte poderão participar do estudo. Os interessados devem preencher o questionário disponível no site da ONG RioVoluntário até o dia 17 de setembro. Os resultados, obtidos pela analise do Programa de Estatísticas Aplicada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, serão divulgados durante o Seminário Voluntariado Empresarial como prática de Empreendedorismo Social, que acontece em 18 de novembro no auditório da Light, no Rio de Janeiro.

Por que vale a pena ser associado da ABRH?

Almiro dos Reis Neto (*)

Como sou especialista em competências, frequentemente as pessoas me perguntam quais são as competências mais importantes para os líderes dos próximos anos. Tenho certeza de que, entre as mais relevantes, está a capacidade de desenvolver relacionamentos profissionais saudáveis e duradouros. Dentro desse contexto, me parece ser fundamental a participação de todo profissional em sua associação de classe, no nosso caso, a ABRH.
Participar de uma associação de classe é muito mais do que fazer um cálculo de retorno de investimento: verificar o custo da anuidade (que, aliás, é bem acessível) versus o custo de algum evento de interesse para o profissional da área. Esta seria uma visão meramente mercantilista e estreita. Participar de uma associação é abrir um importante canal de aprendizado; é conhecer importantes profissionais de sua área de atuação, que dificilmente seriam conhecidos de outra forma. É também contribuir e doar para a sua profissão um pouco daquilo que se recebe.
Em se tratando da ABRH, a associação é também interessante porque abre oportunidades para o trabalho voluntário. Por exemplo, em vários Estados, a entidade realiza o RH na Praça, evento que tem como propósito auxiliar a população a melhorar a sua empregabilidade, qualificação profissional, saúde e qualidade de vida por meio de serviços e palestras gratuitas. Centenas de voluntários da área de RH já participaram do evento pelo Brasil, atendendo milhares de pessoas nos últimos anos.
Entretanto, nenhuma associação consegue chegar a esse nível de solidariedade sem um grande número de associados. Adicionalmente ao CONARH ter entre 15 mil ou 20 mil participantes por ano, é necessária uma estrutura associativa organizada, permanente e estável que permita passos cada vez maiores na nossa carente sociedade.
Hoje eu tenho orgulho de participar da ABRH e de dizer que participo da Associação. Por isso mesmo, gostaria de convidar você, profissional da área de RH e gestor de pessoas, a ter essa mesma sensação. Os canais de participação são muitos: palestras, grupos de estudo, encontros, jantares, fóruns, artigos, celebrações, apresentações, debates, CONARH, conselho, diretoria, entre muitos outros.
Ache sua “tribo”, ache seu canal e participe! Faça seu networking. Valorize sua profissão.

(*) Almiro dos Reis Neto é Presidente do Conselho Deliberativo da ABRH-SP da Franquality

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