Arquivo para fevereiro \19\UTC 2010

Empresas investem cada vez mais em educação

O Brasil convive com um dos piores índices de qualificação de empregados do mundo, o que leva muitas empresas a assumirem investimentos em educação executiva para formar e preparar melhor seus profissionais.

Para Luiz Edmundo Rosa (foto), diretor de conhecimento de educação da ABRH-Nacional, mais do que pensar modelos de educação tradicionais, onde os empregados voltam às salas de aula, as novas tecnologias de educação permitem modelos educacionais articulados em rede onde, em muitos casos, o processo de formação e qualificação pode se dar no próprio ambiente de trabalho:

“As empresas buscam soluções para questões estratégicas e operacionais que passam, necessariamente, por uma melhor qualificação e educação do capital humano. Exemplos nesse sentido não nos faltam, como o Estaleiro Atlântico Sul, por exemplo, o maior da América Latina, situado em Pernambuco, que está investindo na capacitação do pessoal local ao invés de buscar profissionais em outras regiões do país”, assinala.

Acordos coletivos são prejudicados pelo governo

Para o diretor de relações institucionais de órgãos representativos sindicais da ABRH-Nacional, Joaquim Lauria (foto), existe uma tendência mundial de aumento de acordos coletivos em mesas de negociação, o que reduz o número de greves. No entanto, ele adverte que esse aumento pode ser revertido se o Governo Federal continuar a impor regras via medidas provisórias sem ouvir todos os lados envolvidos nas relações de trabalho:

“Infelizmente o que temos visto são muitas medidas provisórias que depois precisam ser rediscutidas e refeitas. Vamos nos aproximar do Governo Federal até com o objetivo de auxiliar para diminuir esse tipo de desgaste, que é nocivo tanto para os trabalhadores quanto para as empresas”, assinala.

Lauria também é diretor executivo do Grupo LET Recursos Humanos. Com 62 anos, ele tem em seu currículo um amplo histórico de negociações trabalhistas, inclusive com o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, quando o Presidente da República dirigia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP).

Cezar Tegon assume diretoria na ABRH-Nacional

Como novo diretor de gestão de desenvolvimento de novos serviços e produtos da ABRH-Nacional, o presidente da Elancers assinala que os principais objetivos de sua área entre 2010 e 2012 estão diretamente ligados à criação de novos produtos e serviços que atendam as necessidades dos profissionais de Recursos Humanos e que possam ser oferecidos diretamente pela ABRH-Nacional e suas 23 Seccionais pelo país:

“Já realizei alguns estudos nesta linha, testando possíveis oportunidades de atuação, e as respostas são muito motivadoras. Nestes primeiros três meses, vamos entender todas as ofertas já existentes nas Seccionais e analisar a viabilidade econômica para transformar produtos e serviços locais em oferta de âmbito nacional, criando sinergia dentro da própria instituição. Temos um trabalho interno desafiador e interessante nestes primeiros meses, mas logo em seguida trabalharemos as ofertas viáveis para oferecer um menu de opções a toda a cadeia da área de Recursos Humanos no Brasil, ampliando assim o relacionamento com as empresas”, assinala.

Segundo Tegon, a crescente importância que as empresas estão dando à área de Gestão de Pessoas abre o caminho para o fortalecimento da atuação da ABRH-Nacional e de suas Seccionais.

Mobilizando a classe empresarial

Com o intuito de promover as relações de trabalho de forma positiva e construtiva, a ABRH-Nacional passa a contar com uma diretoria de relações institucionais de órgãos representativos institucionais, comandada por José Antônio Fares (foto), diretor superintendente do SESI-PR.

“Minha principal responsabilidade é a de aproximar a ABRH-Nacional de entidades representativas da classe empresarial como a CNI, o CNC e o SEBRAE, entre várias outras”, assinala.

Para Fares, a mobilização da classe empresarial tem efeito direto nas áreas de gestão de pessoas das respectivas organizações na medida em que esta proximidade institucional é mais um instrumento de valorização da área de Recursos Humanos, além de fortalecer e dar credibilidade aos profissionais que nela atuam.

Redes de contato ajudam na recolocação

Leyla NascimentoA mudança de emprego com sucesso pode ser facilitada se as pessoas começarem a valorizar mais a vida associativa, assinala Leyla Nascimento (foto).

“Enquanto profissionais devemos entender que ninguém neste mundo corporativo cresce sozinho. Fazer parte de uma entidade de classe é compartilhar conhecimento e práticas corporativas essenciais para a atualização de qualquer profissional, bem como criar uma rede de relacionamentos que pode nos ajudar muito na hora de trocar de emprego com sucesso”, recomenda.

E, na hora de sair, os profissionais precisam se esforçar para manter as portas abertas. É importante que, ao comunicar sua saída, o profissional seja o mais verdadeiro possível:

“É preciso ter coerência na atitude e nas justificativas para a saída. Além disso, a pessoa ajudará a empresa se fizer uma avaliação das razões de sua saída junto ao líder ou à área de Recursos Humanos, buscando mostrar de modo claro e direto o que a empresa poderia fazer para estimular as pessoas a contribuírem mais”, conclui Leyla.

É hora de mudar de emprego?

Como saber se é realmente o momento certo para mudar de emprego? Para a presidente da ABRH-Nacional, Leyla Nascimento, trocar de emprego é algo que envolve riscos, mas há vários sinais que nos mostram quando chegou a hora:

“O mais evidente é a falta do ’brilho nos olhos’, ou seja, quando o profissional percebe que o que faz deixou de ser gratificante. Essa falta de ânimo, de envolvimento com as questões da empresa, logo vai se traduzir em coisas como não ser mais convidado para reuniões e desinformação sobre o que está acontecendo. Quando chegamos a este ponto, é mais do que evidente de que é preciso repensar nossa relação com a empresa”, adverte.

No entanto, trocar de emprego exige muitos cuidados. Para Leyla, é importante que as pessoas busquem fazer a transição para outra empresa enquanto ainda estão empregadas, pois é mais fácil conseguir uma nova posição quando estamos ativos no mercado.

Dúvidas sobre RH?

Agora você pode tirar suas dúvidas sobre as áreas de gestão de pessoas e recursos humanos, ou até mesmo sobre a ABRH-Nacional e nossos serviços e eventos, como o CONARH, pelo Formspring.me. A ferramenta, que vem repercutindo nas mídias sociais e já virou mania entre os brasileiros, consiste na criação de um perfil onde outros usuários podem fazer perguntas, que podem ser anônimas ou não.

Visite o perfil da ABRH-Nacional: http://www.formspring.me/abrhnacional

Sede com novo horário

A partir do mês de fevereiro, o horário de funcionamento da ABRH-Nacional às sextas-feiras passará a ser das 8h às 17h. Nos outros dias, o horário permanecerá o mesmo, das 9h às 18h.

A mudança faz parte do projeto que está sendo implantado pela nova gestão da entidade, visando proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos colaboradores da ABRH-Nacional.

ABRH-RS oferece descontos aos funcionários do SJS

O acordo foi firmado entre a Seccional do Rio Grande do Sul e a Secretaria da Justiça e da Segurança no último dia 20 de janeiro. A partir de agora os servidores públicos da secretaria e órgão ligados a ela poderão usufruir de alguns dos benefícios que a entidade oferece a seus associados, como descontos em cursos, seminários e congressos, gratuidade na inscrição para os Prêmios Top Ser Humano e Top Cidadania e taxa especial no Programa de Estágios.

RH-Rio 2010

“O Essencial é Visível aos Olhos – Transformando ideias em ações” é o tema do 36º Congresso Estadual de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, que acontece nos dias 8 e 10 de junho com a Expo RH-RIO 2010, feira de produtos e serviço que acontece paralelamente ao congresso.

O evento deste ano vai apresentar um novo formato, com o auditório principal em formato de arena, com o palco hexagonal ao centro, promovendo maior dinamismo, interatividade e vivência entre os congressistas e palestrantes.

“Assistir a uma pessoa falando já passa a ser um lugar comum e, portanto, só absorver conteúdo simplesmente não faz a diferença; por isso neste próximo Congresso RH-RIO vamos priorizar o somatório entre conteúdo e vivência, o debate, a troca de ideias e as mesas redondas”, ressalta Paulo Monteiro, coordenador do Comitê Temático.

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