Acordos coletivos são prejudicados pelo governo

Para o diretor de relações institucionais de órgãos representativos sindicais da ABRH-Nacional, Joaquim Lauria (foto), existe uma tendência mundial de aumento de acordos coletivos em mesas de negociação, o que reduz o número de greves. No entanto, ele adverte que esse aumento pode ser revertido se o Governo Federal continuar a impor regras via medidas provisórias sem ouvir todos os lados envolvidos nas relações de trabalho:

“Infelizmente o que temos visto são muitas medidas provisórias que depois precisam ser rediscutidas e refeitas. Vamos nos aproximar do Governo Federal até com o objetivo de auxiliar para diminuir esse tipo de desgaste, que é nocivo tanto para os trabalhadores quanto para as empresas”, assinala.

Lauria também é diretor executivo do Grupo LET Recursos Humanos. Com 62 anos, ele tem em seu currículo um amplo histórico de negociações trabalhistas, inclusive com o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, quando o Presidente da República dirigia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP).

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