Para o presidente da ABRH-SP, embora seja fato que a força de trabalho no Brasil tem baixa qualificação, é fato, também, que o brasileiro é reconhecido internacionalmente por seu engajamento e disposição para o trabalho, o que termina, em certo sentido, funcionando como uma compensação para a deficiência de formação. Mas Brunini acredita que investir em educação, preservação essa característica essencial do brasileiro, pode vir a se tornar em um grande diferencial competitivo para o trabalhador do Brasil. Veja no vídeo abaixo mais um trecho da entrevista com Brunini.
Boa tarde. Alguns comentários sobre motivação.
A motivação não é um subproduto típico e especial da produtividade. Assim, não há uma relação direta entre motivação e rendimento. A motivação é, antes de mais nada, um fenômeno do comportamento e deve ser estudado como tal.
É possível encontrar indivíduos motivados a quaisquer motivos, como lazer, estudos, atividades culturais, filantropia, bem como motivados para as atividades mais essenciais ao fator rendimento – é isso o que as empresas tanto procuram!
A motivação não é um estado que se generaliza por todos os aspectos do comportamento humano. A motivação é sempre dirigida a finalidades bem determinadas. Dessa forma, não é possível a pergunta: “afinal, ele está ou não motivado”? nem mesmo a afirmação: “é preciso motivar”. Eu pergunto: “motivado a quê”?
Pensamentos como esses geram enormes frustrações quando líderes tentam “motivar” seus times.
Do ponto de vista das Teorias Psicológicas mais consagradas, motivação é um comportamento independente/autogovernado, persistente e sempre voltado para objetivos bem específicos. Portanto, muito diferente de quaisquer ações triviais e cotidianas, ou seja, atuações condicionadas, reforçadas por sistemas de recompensas materiais e/ou sociais e estímulos correntes do meio ambiente.
Bem, será que “inguém motiva ninguém”?
Claro que não. Somos diariamente afetados por incontáveis eventos/estímulos do meio, e o indivíduo, uma vez motivado, não se torna imune/infenso a essas influências.
Obrigada,
Angela Paes!