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Pacotes de benefícios diferenciados podem ser arma para reter talentos

Segundo uma pesquisa da consultoria Deloitte, 57% das empresas consideram que o grande desafio de 2012 será a retenção de talentos. Isso quer dizer que se você é um gestor de RH, esta provavelmente será a sua meta para o ano que vem e você já deve estar pensando em como irá realizar isso. Conhecer o perfil dos funcionários e oferecer benefícios diferenciados pode te ajudar nesta tarefa.

De acordo com Luiz Edmundo, diretor de educação da ABRH-Nacional, o primeiro lugar no que as pessoas querem para continuar na empresa, ao contrário do que estamos acostumados a pensar, não é um salário maior. “O salário costuma aparecer em terceiro, quarto ou até quinto lugar nas pesquisas”, afirma. Você está surpreso? Então vamos atentar para o que os seus funcionários realmente querem.

Quando uma pessoa tem por volta de seus 20 anos, ela precisa de oportunidade, de um ambiente favorável para o seu crescimento e desenvolvimento profissional. “Ela precisa que alguém acredite em nela, que dê espaço e confiança”, explica Luiz Edmundo. Nesta fase da carreira, um incentivo para fazer um MBA e uma maior participação nas decisões da empresa podem ser mais interessante que uma bolada na conta bancária.

“Aos 30 anos, o funcionário provavelmente já casou e tem filhos pequenos. É muito mais importante que a empresa olhe pela família”, explica Luiz Edmundo. É aí que outras questões passam a pesar na decisão de permanecer ou abandonar a empresa. Planos de saúde  e instrução dos filhos são alguns dos benefícios que se estendem à família e ajudam os funcionários a aumentarem a qualidade de vida dentro de suas casa.

Muitas empresas ainda adotam uma solução padronizada para todos, mas quando o assunto é benefício, vale a pena conhecer quem são e o que querem os funcionários. Uma pesquisa interna pode ajudar a chegar a este resultado. “O pacote de benefícios tem que mudar de acordo com a evolução das pessoas, com as suas necessidades. Por isso que a proposta não pode ser algo padrão para todo mundo”, diz Luiz Edmundo.

O importante é negociar

A crise e seus efeitos negativos sobre a atividade econômica e o emprego exigem maturidade e capacidade de negociação por parte de interlocutores como o Governo Federal, sindicatos e associações e empresários. Ralph Arcanjo Chelotti, Presidente da ABRH-Nacional, defende a participação do Estado, dos trabalhadores e das empresas em toda negociação visando conter os efeitos negativos da crise:

Este é um momento delicado e uma eventual falta de transparência na condução dessas negociações ou na maneira como são concedidos benefícios a determinados setores, pode ampliar a desconfiança e inviabilizar acordos que atenuariam os efeitos da crise”, explica Chelotti.


Twitter da ABRH-Nacional


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