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Relação Chefe x Funcionário: 5 dicas para não perder o rumo.

Encontrar a dose certa em qualquer relacionamento é sempre desafiador. Mesmo em nossas vidas particulares, às vezes é complicado encontrar o equilíbrio para manter uma amizade sadia e duradoura. Saber ouvir, se portar, dialogar e respeitar a opinião do próximo são algumas das recomendações mais ouvidas entre os especialistas. Mas e quando o assunto é o ambiente de trabalho, valem as mesmas regras? Em um ambiente onde qualquer excesso na convivência entre superior e subordinado poderá ser entendido como bajulação ou favorecimento, o que fazer para quebrar esse tabu que cria barreiras em um relacionamento que pode ser muito saudável, amistoso e até produtivo para os dois profissionais?

Para interagir com o chefe, ou o funcionário, sem ser visto como “puxa-saco” ou como um gestor sem poder de liderança, preparamos algumas dicas simples, mas importantes que farão toda a diferença na melhoria do clima organizacional da empresa onde você atua.

Dê fim aos exageros: Se você for amigo demais, poderá fazer com que o grupo não o visualize como chefe, perdendo a referência de quem é quem, ou melhor, de quem tem poder para decidir o que. Já se você se mostrar autoritário demais, poderá colocar diante de seus funcionários uma grande barreira, mantendo-os sempre distantes de você. Nada em excesso é positivo. O segredo para atingir uma equipe unida, ativa, motivada e interessada pelo trabalho é exatamente o equilíbrio.

Não se isole: Na tentativa de não parecer bajulador, não se isole. Compartilhar com a equipe e com o superior imediato suas ideias e iniciativas para aumentar os resultados da equipe só aumentará sua credibilidade. Além disso, mostrará seu interesse pelo bem do grupo. Dividir sucessos diários e dificuldades também ajuda a melhorar o desempenho e permite que o superior tenha mais liberdade em lhe dar feedbacks.

Respeito e medo são coisas diferentes: Construir uma imagem temida é muito diferente de ser respeitado. O medo coloca barreiras e impede um bom relacionamento. Por outro lado, conquistar a simpatia da equipe gerará respeito, e o respeito beneficiará a sua relação com ela. Quando a equipe se sente segura para dialogar, problemas são compartilhados com maior agilidade e podem ser contornados com maior rapidez. Deixe a figura do chefe estressado e carrancudo para o cinema. Há pesquisas que apontam que um dos principais motivadores de boas performances dos colaboradores é a qualidade do relacionamento com o líder imediato.

Respeite para ser respeitado: Respeite seu superior, mas não se submeta prontamente a todas as suas orientações quando encontrar uma melhor solução. Respeitosamente, apresente sua opinião e espere que ele avalie se a opção não é mais interessante. É completamente possível interagir com o chefe sem ser visto como “puxa-saco”. Isso ocorre a partir do momento em que se coloca a marca pessoal nos trabalhos realizados, conquistando resultados concretos e significativos.

Divida a responsabilidade: Adote junto à equipe um relacionamento de companheirismo. Abrace os compromissos de sua equipe, já que você também faz parte dela. Isso não só ajuda a aumentar o respeito da equipe pelo líder, como também retém talentos no meio do processo. Segundo pesquisa do Instituto Gallup, mais de dois terços das pessoas se demitem dos chefes, e não das empresas. E quando o chefe é fiel à equipe, o sentimento e a dedicação são mútuos.

A importância do Endomarketing.

Quando existe falta de informação e sensação de isolamento, não há motivação. Por isso, a missão do Endomarketing é agir exatamente no sentido contrário. Definido por alguns especialistas como “o marketing voltado para dentro da empresa”, o Endomarketing tem como principal objetivo estimular os colaboradores a um maior compromisso com as organizações, através de ações pensadas principalmente para fazer com que se sintam verdadeiramente importantes dentro da equipe, em um processo de integração, mas também de comunicação entre líderes e liderados.

Em geral, as pessoas sentem-se importantes pelo grau de informações que recebem. Bem informados e em sintonia com as metas e objetivos da instituição, os colaboradores tendem a sentir-se valorizados e a assumirem com empenho sua parcela de responsabilidade sobre o resultado final do negócio. Seja criando condições favoráveis à realização do seu trabalho ou proporcionando o ambiente de trabalho que o faça sentir-se valorizado, é importante que o colaborador sinta orgulho em trabalhar na empresa e em contribuir com seus objetivos.

É muito comum que as pessoas confundam Endomarketing com Comunicação Interna. Por isso, vale lembrar que Comunicação é apenas uma das ferramentas usadas pelo Endomarketing. Além de informar, é preciso saber identificar as necessidades de cada pessoa e tentar relacioná-las aos objetivos da empresa. A proposta não é só fazer propaganda interna, mas criar uma mobilização em prol do resultado final.

Para alguns autores de livros sobre Endomarketing, um dos maiores problemas está no fato de que algumas lideranças não se comunicam bem com suas equipes. Nestes casos, como ainda há pessoas que pensam que deter informação é poder, é preciso que os gestores de RH façam um trabalho específico para que as lideranças compreendam o papel estratégico da comunicação. Os líderes precisam conhecer suas equipes, suas necessidades e expectativas pessoais. Afinal, a maioria das pessoas trabalha para obter subsídios que lhes permitam suprir suas necessidades particulares e realizar seus sonhos pessoais.

Algumas empresas adotam políticas de incentivo financeiro, que também tem seu valor. Mas estímulos externos não motivam as pessoas de forma permanente. Neste sentido, o Endomarketing e seus esforços de comunicação e integração conseguem motivar os colaboradores por períodos mais longos do que prêmios, salários e benefícios. Assim, além de diminuir a rotatividade de funcionários, o marketing interno deve ser visto como uma estratégia de gestão determinante para o sucesso das organizações.

O ideal é que as ações sejam fruto do trabalho conjunto das áreas de RH e Marketing. Enquanto a primeira é a principal fonte de informação sobre os profissionais, a segunda detém o conhecimento das estratégias e técnicas para que o trabalho tenha o efeito esperado.

A velocidade da mudança

Artur Marinho de Medeiros, consultor da TEMPO Consulting e palestrante confirmado do CONARH 2009, vai debater o tema “Gestão de clima organizacional em períodos de incerteza”, falando sobre como a velocidade das mudanças desafia as empresas a se adaptarem aos novos tempos. Ele ressalta que não é possível falar de clima organizacional sem, antes, tratar de cultura organizacional, um tema que é pouco compreendido nas empresas. Veja no vídeo abaixo a primeira parte da entrevista com o palestrante, que é um dos consultores envolvidos no processo de fusão entre Itaú e Unibanco.

Você pode assistir a todos os trechos da entrevista com Artur Marinho de Medeiros no Canal de vídeos do CONARH no YouTube.

RH Debates

Pesquisa de Clima Organizacional será o tema do próximo RH Debates, promovido pela ABRH-RJ no dia 25/06. O encontro vai discutir as vantagens de se aplicar este tipo de pesquisa nas empresas e conta com a presença de Sirley Carvalho, Geraldo Gonçalves e Alice Ferrucio.

Exclusivo para associados, o RH Debates acontece no auditório da RioÔnibus, das 16 às 18h, na capital fluminense. Você encontra mais informações sobre este evento aqui.


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