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Palestras, pesquisas, debates

Vicente Gomes, do Hay Group, apresenta pesquisa sobre fusões e aquisições no CONARH 2008

Nos quatro dias de congresso, congressistas do Brasil, da América Latina, Caribe e África, vivenciaram oficinas, apresentações de pesquisas, casos e palestras que abordaram diversos temas, de estratégia a tecnologia, de pessoas a sustentabilidade, de gestão a resultados, e falou-se de praticamente tudo o que interessa aos profissionais do universo da gestão de pessoas.

O CONARH apresentou, ainda, quatro pesquisas inéditas, sendo três delas de caráter internacional, como as apresentadas pela Accenture, Hay Group e Boston Consulting Group. Essas pesquisas, que focalizam o futuro das ações de gestão de pessoas, as práticas em fusões e aquisições e a gestão de talentos, evidenciaram de modo ainda mais claro a importância das atividades de Recursos Humanos para o futuro das organizações.

As tendências apontadas pelo CONARH

Luiz Augusto Costa Leite (foto), Coordenador do Comitê de Criação do CONARH, explica que a definição do tema do congresso leva em conta consultas realizadas a gestores de pessoas em todo o país, por meio das Seccionais da ABRH, localizadas em 22 Estados brasileiros e ainda em processo de expansão.

“A globalização e a expansão da competição tornaram o cenário competitivo das empresas muito mais complexo. Hoje, empresas brasileiras competem com congêneres no Brasil e em várias outras partes do mundo. O que constatamos é que as tecnologias de informação ou produção não são mais diferenciadoras, pois podem ser adquiridas. Em muitos sentidos, elas promovem, até, uma certa padronização entre as empresas. A diferenciação, mesmo, ocorre por meio da inovação e da colaboração dos empregados, algo que só uma cultura de valor é capaz de conseguir”, explica Costa Leite.

Números revelam magnitude do evento

Além de 2.948 congressistas, o CONARH reuniu 15.436 visitantes na sua feira de negócios, a EXPO ABRH, onde 140 empresas apresentaram produtos e serviços. Passaram pelo evento, ainda, 120 convidados, alguns deles estrangeiros, como Horácio Quirós (foto), Presidente da Federação Interamericana de Associações de Gestão Humana (FIDAGH); 60 jornalistas de diversos veículos de comunicação; 224 assessores de imprensa, 183 palestrantes, sendo 119 de expositores; e 45 trabalhos na Sala de Inovação, onde são apresentadas pesquisas aplicadas à área de Recursos Humanos.

A marca da diversidade

Luiz Edmundo Rosa (foto), Diretor Geral do CONARH, enfatiza que o CONARH é o maior da América Latina e o terceiro maior do mundo, perdendo apenas para dois outros congressos de Recursos Humanos realizados nos Estados Unidos. Mas talvez o mais importante a dizer é que um evento desta magnitude é planejado por cerca de 60 voluntários, que atuam em diversas empresas, o que garante a diversidade de visões do congresso:

“Seguramente o CONARH é o maior congresso de gestão de pessoas do mundo em termos de diversidade, pois só aqui encontramos palestrantes de diversas partes do mundo, bem como congressistas também de diversos países, tanto da América Latina quanto África e Europa”, assinala Rosa.

CONARH termina com números recordes

Grande Auditório do CONARH, com mais de 3.000 congressistas.

O 34º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas - CONARH 2008 -, promovido pela ABRH-Nacional, chegou ao final com números recordes. Cresceram todos os indicadores, de palestrantes a empresas expositoras, de visitantes a congressistas.

Nos quatro dias do evento, que começou no dia 19/08, passaram pelo Transamerica Expo Center 19.084 pessoas, um número 20% maior do que o verificado no ano passado. Ao todo, o congresso reuniu participantes de mais de 700 empresas e instituições, sendo algumas delas do exterior como a petrolífera angolana Sonangol, o Banco de Moçambique e até representantes do Ministério da Informação e Comunicação de Cuba.

Ralph Arcanjo Chelotti, Presidente da ABRH-Nacional, assinala que a vitalidade do CONARH revela a importância crescente do tema gestão de pessoas no dia-a-dia das empresas, que buscam respostas para questões importantes como qualificação de pessoas, gestão de talentos, engajamento de pessoas, formação de lideranças e usos das novas tecnologias, entre muitas outras.

Relações humanas são complexas

Brigar e lutar são direitos do Homem. Amar e promover a paz, são deveres”, a afirmação é de Tony Ramos, ator da TV Globo, durante palestra promovida no CONARH 2008.

Ele afirma que as relações humanas, na família, na sociedade e no trabalho, são complexas e que, por isso mesmo, exigem uma orientação para um bem maior que são o amor e a paz. Veja um trecho da palestra dele no vídeo acima.

A importância da profissionalização

Silvio de Abreu, autor de telenovelas da TV Globo, esteve no CONARH 2008 falando da importância da profissionalização, mostrando como eram as relações de trabalho na televisão brasileira há 30 anos, quando atores e autores lutavam cotidianamente para receber salários atrasados.

Veja um trecho do depoimento dele no vídeo acima.

Um exemplo de engajamento e valor

Willian Bonner, Editor do Jornal Nacional, foi ao CONARH 2008 e contou um exemplo de motivação, engajamento e valor do pessoal da TV Globo, quando da cobertura da queda de um avião de passageiros em São Paulo.

Ele assinalou o empenho da equipe técnica da televisão, que montou em tempo recorde um estúdio com tudo o necessário para que a equipe de conteúdo pudesse fazer seu trabalho a tempo do Jornal Nacional.

Veja no vídeo acima esse depoimento.

Os talentos de valor da TV Globo

Heloísa Machado, Diretora de RH da TV Globo, esteve no CONARH 2008 acompanhada de Silvio de Abreu, Willian Bonner e Tony Ramos, para falar de “Talentos de Valor”.

Ela assinalou que, no Brasil, para boa parte da população, a tv aberta é a única fonte de entretenimento, o que amplia a responsabilidade social da empresa.

Segundo ela, a Globo tem como um de seus mais importantes valores a cultura brasileira e atua com o objetivo de difundir essa cultura no Brasil e no mundo.

Veja um trecho da palestra de Heloísa no vídeo acima.

Autonomia e confiança

O “empowerment”, ou seja, a autonomia para que o funcionário execute seu trabalho da forma que achar mais conveniente, seguindo diretrizes básicas de ação, tem profunda vinculação com a cultura organizacional da empresa.

Segundo William Ling, Presidente da Petropar, que esteve no CONARH 2008 para tratar do tema, a autonomia está fundamentada na confiança e uma não existe sem a outra. No vídeo acima veja um trecho da palestra de Ling, feita no formato de entrevista com Eugênio Mussak.

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