Todo gestor de RH tem os seus parceiros. São fornecedoras de serviços e produtos que facilitam a vida dos profissionais desta área. Terceirizar alguns processos pode ser uma boa maneira de desafogar o trabalho técnico e obter mais tempo para cuidar do capital humano. Mas e quando o assunto é recrutamento e seleção, vale a pena levar estes procedimentos para fora da empresa?
Não existe uma única resposta para esta pergunta. É preciso analisar cada caso para definir quando vale ou não a pena terceirizar os processos de recrutamento e seleção na sua empresa.
Quando é indicado?
Cezar Antonio Tegon, presidente do Elancers, acredita que o serviço terceirizado pode ser uma boa alternativa quando é capaz de diminuir o custo do processo de seleção e melhorar a qualidade dos resultados. “Estas empresas são uma espécie de centro de serviços de várias empresas e por isso conseguem unir produtividade e melhor preço e são ótimas opções que o gestor de RH pode utilizar a seu favor”, explica Tegon.
Há casos específicos que justificam a contratação destas empresas. “Quando houver demanda acima da média ou a contratação exigir competências que a equipe não tenha, a empresa deve contratar uma consultoria especializada no assunto.” Em empresas pequenas, onde não há um volume suficiente de contratações que justifique ter uma equipe interna para isso, o serviço terceirizado também pode ser uma boa ferramenta para melhorar a qualidade da seleção.
Quando pode ser dispensável?
É preciso ficar de olho no que o mercado está te oferecendo. Terceirizar o processo de contratação pode deixar que alguns futuros talentos escapem, já que empresas prestadoras de serviços podem não ter a mesma percepção sobre os candidatos que um funcionário com vivência na companhia tem. “Hoje, o processo de Recrutamento e Seleção é fator estratégico para as empresas, uma vez que temos o mercado aquecido e com perspectivas de aquecer ainda mais nos próximos anos, o que deve gerar maior dificuldade das empresas em atrair e reter pessoas qualificadas”, explica Tegon.
Fique sempre no comando
Terceirizar sim, mas não deixe que cuidem de tudo. É preciso estar de olho, monitorar. “O gestor de RH deve ter em mente que ao terceirizar o processo de recrutamento e seleção, ele está delegando as atividades operacionais para uma empresa e deve agir como se esta empresa continuasse sob sua responsabilidade”, aconselha Tegon.
Acompanhar o dia a dia, saber como estão sendo conduzidos os processos, ter relatórios periódicos das operações, ter feedbacks de candidatos e de requisitantes são algumas das formas para garantir a qualidade da parceria e evitar surpresas no fim do serviço.
