Arquivo para a categoria 'Demissões'

Debate exige sindicatos mais preparados

Jorge Lima, advogado do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e da Madeira de Salvador (BA), participou do CONARH 2009 debatendo o tema “Relações contemporâneas de trabalho: estamos ficando apenas com os resultados financeiros?”. Ele lembrou que o sucesso de negociações como a suspensão do contrato de trabalho, que terminou impedindo demissões em algumas empresas, exige uma preparação que alguns sindicatos ainda precisam alcançar. Veja no vídeo abaixo um trecho da palestra de Lima.

Suspensão de contrato impede demissão

Carlos Eduardo Magni, Diretor de RH da Renault, apresentou o case da empresa, que precisou suspender contratos de trabalho em função da crise econômica, mas usou esse momento para aprofundar seu relacionamento com os empregados, promovendo ações de qualificação, capacitação e treinamento. Como resultado dessa ação, com o início da recuperação e o estímulo às vendas de automóveis via suspensão do IPI, a indústria recontratou todos os que quiseram voltar e ainda contratou mais de 300 novos empregados. Essa solução, menos traumática do que a demissão, pode ser vista como uma alternativa às demissões que preserva as relações entre empresas e empregados, possibilitando assim retomadas com menos estresse. Veja no vídeo abaixo um trecho da palestra de Magni no CONARH 2009.

Soluções alternativas à demissão

Josiane Pagotto, RH da Usina Ruette, apresentou a iniciativa da empresa de evitar demissões por meio da suspensão do contrato de trabalho, investimento ao mesmo tempo em qualificação dos trabalhadores. Ela faz um relato direto das ações, mostrando as negociações com o sindicato e as dificuldades de fazer com que os empregados entendessem a solução, pois havia muita desconfiança. Veja no vídeo abaixo um trecho de seu depoimento.

Sua empresa vai demitir?

Segundo dados do Ministério do Trabalho 2/3 das demissões no Brasil se concentram em São Paulo. O blog da ABRH-Nacional gostaria de saber se sua empresa vai promover demissões. Responda a enquete abaixo:

 

É hora de investir em pessoas?

Só se escuta falar em crise. Será que este é um bom momento para investir em pessoas? Maria Inês Felippe, VP de Relações Acadêmicas da ABRH-Nacional mostra que é justamente em momentos como este que é vital preservar e investir em pessoas.

Representantes da ABRH-Nacional participam do IBRET

Com a proposta de discutir alternativas para as demissões decorridas da crise econômica mundial, o IBRET (Instituto Brasileiro das Relações de Emprego e Trabalho) realizará, no dia 17 de fevereiro, na Universidade de São Paulo, o Seminário “Mecanismos Negociados para Administrar Demissões – A Experiência Internacional e a Realidade Brasileira”.

O presidente da ABRH-Nacional, Ralph Arcanjo Chelotti (foto), e o Vice-Presidente de Relações Trabalhistas e Sindicais, Carlos Pessoa, participarão do evento para alinhar as premissas defendidas pela ABRH-Nacional com o que há de mais atual em alternativas para a administração das demissões de massa, visando minimizar o impacto da desaceleração da economia mundial.

ABRH-AM debate crise econômica

Diante o cenário atual da economia, a ABRH-AM realiza a primeira edição do “Gente em Foco” de 2009 com o tema “O papel do Gestor de Pessoas diante da crise econômica”. O evento acontece no dia 17 de fevereiro, às 8 horas, no Hotel Confort.

O encontro contará com as palestras de Ozeneide Casanova Nogueira, Vice-Presidente de Integração das Regiões Norte e Centro-Oeste da ABRH-Nacional, que vai falar sobre o Manifesto da ABRH-Nacional no que diz respeito à crise. Elane Medeiros (foto), Presidente da ABRH-AM, abordará as competências e atitudes do gestor de pessoas frente o cenário atual e Elaine Jinkings, Vice Presidente da ABRH-AM, fala sobre dicas de como manter canais de relacionamento e ativar sua rede de contatos, além de cuidados necessários para quem está buscando uma recolocação nesse período de mudanças.

Para confirmar sua presença, entre em contato pelo telefone (92) 3238-5386 ou pelo e-mail: secretaria@abrham.com.br. Para associados da ABRH-AM, o evento é gratuito.

O importante é negociar

A crise e seus efeitos negativos sobre a atividade econômica e o emprego exigem maturidade e capacidade de negociação por parte de interlocutores como o Governo Federal, sindicatos e associações e empresários. Ralph Arcanjo Chelotti, Presidente da ABRH-Nacional, defende a participação do Estado, dos trabalhadores e das empresas em toda negociação visando conter os efeitos negativos da crise:

Este é um momento delicado e uma eventual falta de transparência na condução dessas negociações ou na maneira como são concedidos benefícios a determinados setores, pode ampliar a desconfiança e inviabilizar acordos que atenuariam os efeitos da crise”, explica Chelotti.

Maioria das fusões e aquisições fracassa

Muitos estudos internacionais, conduzidos por grandes consultorias como Accenture, Hay Group e Boston Consulting Group, assinalam que cerca de 75% das fusões e aquisições, a maioria delas promovida em função de crises momentâneas, não alcançam os resultados esperados porque as organizações descuidaram da gestão das pessoas no processo ou ignoraram os aspectos de integração de culturas organizacionais que garantiriam o sucesso da operação.

Em outras palavras, a obtenção e manutenção de níveis de competitividade e produtividade são ditadas pela excelência do capital humano, que deve ser considerado elemento vital quando se discute ajustes em função da crise e recompensado pela obtenção de resultados previstos e até imprevistos”, alerta Chelotti.

Compartilhando decisões

Para o Presidente da ABRH-Nacional, Ralph Arcanjo Chelotti , em momentos de crise as decisões nas empresas são centralizadas em algumas poucas áreas, o que termina por se revelar, no futuro, um grande equívoco:

A gestão econômico-financeira e suas medidas de contenção não podem se basear em premissas que se explicam por si só, como contenção de custos, enxugamento, downsizing. Elas precisam, antes, estar subordinadas ao pensamento estratégico das organizações e seus planos para o futuro”, recomenda Chelotti.

Até mesmo alternativas como fusões e aquisições, normalmente seguidas por grandes movimentos de demissão de pessoal, precisam ser pensadas em função dos dados apresentados por pesquisas internacionais que já avaliaram a efetividade dessas ações.

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