Arquivo para a categoria 'desemprego'

Leyla Nascimento fala com Miriam Leitão na Globo News

Veja a participação da presidente da ABRH – Nacional, Leyla Nascimento, no programa Espaço Aberto com Miriam Leitão, na Globo News. Leyla falou sobre como alguns profissionais, mesmo bem qualificados, encontram dificuldades para conseguir um emprego.

O programa foi ao ar na quinta-feira, dia 03/06, e teve reprises ao longo do final de semana.


Suspensão de contrato impede demissão

Carlos Eduardo Magni, Diretor de RH da Renault, apresentou o case da empresa, que precisou suspender contratos de trabalho em função da crise econômica, mas usou esse momento para aprofundar seu relacionamento com os empregados, promovendo ações de qualificação, capacitação e treinamento. Como resultado dessa ação, com o início da recuperação e o estímulo às vendas de automóveis via suspensão do IPI, a indústria recontratou todos os que quiseram voltar e ainda contratou mais de 300 novos empregados. Essa solução, menos traumática do que a demissão, pode ser vista como uma alternativa às demissões que preserva as relações entre empresas e empregados, possibilitando assim retomadas com menos estresse. Veja no vídeo abaixo um trecho da palestra de Magni no CONARH 2009.

Sua empresa vai demitir?

Segundo dados do Ministério do Trabalho 2/3 das demissões no Brasil se concentram em São Paulo. O blog da ABRH-Nacional gostaria de saber se sua empresa vai promover demissões. Responda a enquete abaixo:

 

ABRH-AM debate crise econômica

Diante o cenário atual da economia, a ABRH-AM realiza a primeira edição do “Gente em Foco” de 2009 com o tema “O papel do Gestor de Pessoas diante da crise econômica”. O evento acontece no dia 17 de fevereiro, às 8 horas, no Hotel Confort.

O encontro contará com as palestras de Ozeneide Casanova Nogueira, Vice-Presidente de Integração das Regiões Norte e Centro-Oeste da ABRH-Nacional, que vai falar sobre o Manifesto da ABRH-Nacional no que diz respeito à crise. Elane Medeiros (foto), Presidente da ABRH-AM, abordará as competências e atitudes do gestor de pessoas frente o cenário atual e Elaine Jinkings, Vice Presidente da ABRH-AM, fala sobre dicas de como manter canais de relacionamento e ativar sua rede de contatos, além de cuidados necessários para quem está buscando uma recolocação nesse período de mudanças.

Para confirmar sua presença, entre em contato pelo telefone (92) 3238-5386 ou pelo e-mail: secretaria@abrham.com.br. Para associados da ABRH-AM, o evento é gratuito.

O importante é negociar

A crise e seus efeitos negativos sobre a atividade econômica e o emprego exigem maturidade e capacidade de negociação por parte de interlocutores como o Governo Federal, sindicatos e associações e empresários. Ralph Arcanjo Chelotti, Presidente da ABRH-Nacional, defende a participação do Estado, dos trabalhadores e das empresas em toda negociação visando conter os efeitos negativos da crise:

Este é um momento delicado e uma eventual falta de transparência na condução dessas negociações ou na maneira como são concedidos benefícios a determinados setores, pode ampliar a desconfiança e inviabilizar acordos que atenuariam os efeitos da crise”, explica Chelotti.

Maioria das fusões e aquisições fracassa

Muitos estudos internacionais, conduzidos por grandes consultorias como Accenture, Hay Group e Boston Consulting Group, assinalam que cerca de 75% das fusões e aquisições, a maioria delas promovida em função de crises momentâneas, não alcançam os resultados esperados porque as organizações descuidaram da gestão das pessoas no processo ou ignoraram os aspectos de integração de culturas organizacionais que garantiriam o sucesso da operação.

Em outras palavras, a obtenção e manutenção de níveis de competitividade e produtividade são ditadas pela excelência do capital humano, que deve ser considerado elemento vital quando se discute ajustes em função da crise e recompensado pela obtenção de resultados previstos e até imprevistos”, alerta Chelotti.

Compartilhando decisões

Para o Presidente da ABRH-Nacional, Ralph Arcanjo Chelotti , em momentos de crise as decisões nas empresas são centralizadas em algumas poucas áreas, o que termina por se revelar, no futuro, um grande equívoco:

A gestão econômico-financeira e suas medidas de contenção não podem se basear em premissas que se explicam por si só, como contenção de custos, enxugamento, downsizing. Elas precisam, antes, estar subordinadas ao pensamento estratégico das organizações e seus planos para o futuro”, recomenda Chelotti.

Até mesmo alternativas como fusões e aquisições, normalmente seguidas por grandes movimentos de demissão de pessoal, precisam ser pensadas em função dos dados apresentados por pesquisas internacionais que já avaliaram a efetividade dessas ações.

Desafios do gestor de pessoas

Os profissionais de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas têm enormes desafios pela frente em função da crise econômica. Segundo Ralph Arcanjo Chelotti, Presidente da ABRH-Nacional, os modelos de gestão de pessoas requeridos neste momento vão exigir que os profissionais do setor tenham em mente aspectos como a sustentabilidade, que exige considerar os interesses de acionistas, e demais stakeholders; a liderança responsável, apoiada em valores, austeridade e compromisso; e a inovação, evitando repetir comportamentos que já se mostraram obsoletos.

Prioridade é geração de empregos

Estimativas do próprio Ministério do Trabalho e do Emprego revelam que apenas 16% da população economicamente ativa no Brasil têm alguma qualificação, contra 30% em países como Chile e Argentina. Por isso, a ABRH-Nacional entende que a proteção ao trabalho, no País, passa necessariamente por investimentos em qualificação profissional, algo que precisa ser considerado neste momento de crise.

Embora reconheça que o cenário econômico é propício à adoção de medidas transitórias de flexibilização do emprego, o Presidente da ABRH-Nacional assinala que quaisquer decisões devem ser adotadas por meio do envolvimento de todos os interessados: “As decisões que busquem mudar regras trabalhistas requerem a participação de todas as partes envolvidas, como o Estado, os empregados e os empregadores, pois todos são corresponsáveis em obrigações e benefícios”, comenta Chelotti.

Transparência é fundamental

As ações de gestão da crise têm que ser demonstradas com transparência, o que significa que os setores empresariais que receberem incentivos neste momento devem oferecer contrapartidas sociais. Afinal, os recursos utilizados para apoiar determinados setores como o financeiro e o automotivo são recursos da sociedade.

Esta é a opinião de Ralph Arcanjo Chelotti, Presidente da ABRH-Nacional. Segundo Chelotti, a aplicação seletiva de fundos públicos deve ser direcionada prioritariamente para investimentos em atividades econômicas geradoras de emprego, assim como no complemento de acordos entre empresas e empregados e na proteção aos desempregados.


Twitter da ABRH-Nacional


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