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Leyla Nascimento fala com Miriam Leitão na Globo News

Veja a participação da presidente da ABRH – Nacional, Leyla Nascimento, no programa Espaço Aberto com Miriam Leitão, na Globo News. Leyla falou sobre como alguns profissionais, mesmo bem qualificados, encontram dificuldades para conseguir um emprego.

O programa foi ao ar na quinta-feira, dia 03/06, e teve reprises ao longo do final de semana.


Reter talentos é maior desafio de RH em 2010

Em painel promovido na Câmara Americana de Comércio, a Amcham, em São Paulo, Leyla Nascimento (foto), presidente da ABRH-Nacional, assinalou que, neste ano, um dos maiores desafios das áreas de Recursos Humanos das empresas que atuam no Brasil será promover a retenção dos talentos. Passadas as turbulências – mas ainda sob forte pressão para redução de custos – e diante da expectativa de retomada do crescimento econômico nacional, a disputa pelos melhores profissionais tende a se intensificar. Veja a íntegra da matéria aqui.

Mais benefícios, menos empregos

No entanto, podem existir outros fatores que limitem a presença da mulher em cargos de direção, normalmente os melhor remunerados. Segundo Cibelli Pinheiro, presidente da ABRH-PE, onde são fortes segmentos como o agronegócio e o turismo, na visão de muitos empresários as mulheres têm mais benefícios trabalhistas do que os homens, o que leva as empresas a ponderarem a contratação de mulheres para cargos mais críticos como os de comando:

“Muitas mulheres emendam a licença com as férias, precisam sair para amamentar, faltam quando têm que levar as crianças ao médico, não podem fazer viagens longas a trabalho e isso acaba sendo levado em conta pelos empresários quando precisam escolher uma pessoa para uma posição crítica em uma área de comando”, lembra.

Redes de contato ajudam na recolocação

Leyla NascimentoA mudança de emprego com sucesso pode ser facilitada se as pessoas começarem a valorizar mais a vida associativa, assinala Leyla Nascimento (foto).

“Enquanto profissionais devemos entender que ninguém neste mundo corporativo cresce sozinho. Fazer parte de uma entidade de classe é compartilhar conhecimento e práticas corporativas essenciais para a atualização de qualquer profissional, bem como criar uma rede de relacionamentos que pode nos ajudar muito na hora de trocar de emprego com sucesso”, recomenda.

E, na hora de sair, os profissionais precisam se esforçar para manter as portas abertas. É importante que, ao comunicar sua saída, o profissional seja o mais verdadeiro possível:

“É preciso ter coerência na atitude e nas justificativas para a saída. Além disso, a pessoa ajudará a empresa se fizer uma avaliação das razões de sua saída junto ao líder ou à área de Recursos Humanos, buscando mostrar de modo claro e direto o que a empresa poderia fazer para estimular as pessoas a contribuírem mais”, conclui Leyla.

É hora de mudar de emprego?

Como saber se é realmente o momento certo para mudar de emprego? Para a presidente da ABRH-Nacional, Leyla Nascimento, trocar de emprego é algo que envolve riscos, mas há vários sinais que nos mostram quando chegou a hora:

“O mais evidente é a falta do ’brilho nos olhos’, ou seja, quando o profissional percebe que o que faz deixou de ser gratificante. Essa falta de ânimo, de envolvimento com as questões da empresa, logo vai se traduzir em coisas como não ser mais convidado para reuniões e desinformação sobre o que está acontecendo. Quando chegamos a este ponto, é mais do que evidente de que é preciso repensar nossa relação com a empresa”, adverte.

No entanto, trocar de emprego exige muitos cuidados. Para Leyla, é importante que as pessoas busquem fazer a transição para outra empresa enquanto ainda estão empregadas, pois é mais fácil conseguir uma nova posição quando estamos ativos no mercado.

Começa o período de contratação temporária nas empresas

Empresas em diversos segmentos, inclusive indústria e serviços, já estão programando a contratação de trabalhadores temporários para os meses de fim de ano, uma prática que deve superar em 10% o número de contratações verificado no ano passado, no início da crise econômica. Segundo Carlos Pessoa, vice-presidente de Relações Trabalhistas e Sindicais da ABRH-Nacional, uma das características dessa lei é que ela aplica encargos sociais à contratação de temporários muito menores do que os verificados em contratações normais, o que torna essa modalidade de contratação mais atraente.

“Ao contratar temporários, o empregador está obrigado a efetuar recolhimentos como 20% para a Previdência Social; 2,5% de Salário Educação; entre 1% e 3% para seguro contra acidente do trabalho, dependendo do risco da atividade; e 8% para FGTS, totalizando algo ao redor de 33%, um encargo muito menor do que os 75% verificados em contratações normais”, explica Pessoa.

Inclusão de jovens pode reduzir criminalidade

Para Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH-Nacional, o pacto pela inclusão dos jovens no mercado de trabalho diz respeito à qualidade das relações de trabalho no Brasil, pois estes investimentos em formação vão capacitar melhor os jovens que, em contrapartida, tornarão as empresas mais competitivas:

“Estudos da Organização Internacional do Trabalho – OIT – sobre as oportunidades para jovens no Brasil apontam problemas que precisam ser encarados de frente. Temos mais de 67% dos jovens entre 15 e 24 anos desempregados ou na informalidade, o que é uma tragédia para o país. Alguns desses jovens terminam sendo cooptados para o mundo do crime, pois não encontram oportunidades. A inclusão dos jovens é, também, um fator de redução da violência social, que, no Brasil, consome nada menos do que 10% do Produto Interno Bruto”, assinala.

Para Chelotti, muitas empresas desconhecem a necessidade de contratar aprendizes, o que pode ser resolvido com o envolvimento de mais instituições de caráter social, como a ABRH-Nacional, a Atletas pela Cidadania, o GIFE e o Instituto Ethos, que vão investir na comunicação da importância da inclusão dos jovens. Veja no vídeo abaixo depoimento de Raí de Oliveira no CONARH 2009 sobre a Lei do Aprendiz.

Vamos tirar a Lei do Aprendiz do papel

A Lei do Aprendiz precisa de uma mobilização nacional para sair do papel. É com esta premissa que a ABRH-Nacional, em parceria com a ONG Atletas pela Cidadania, presidida pelo ex-jogador de futebol Raí de Oliveira (foto), firmaram um pacto pela divulgação da lei, que visa dar maior empregabilidade aos jovens. De acordo com a lei, empresas de médio e grande portes devem ter em seus quadros entre 5% e 15% de jovens aprendizes em relação ao total de empregados, contratados em regime especial. Além da oportunidade de trabalho, os jovens atuam como aprendizes, passando parte de seu tempo em cursos de aprendizagem em instituições qualificadoras reconhecidas, que serão responsáveis pela certificação. Veja no vídeo abaixo entrevista com Raí de Oliveira sobre a parceria entre a ONG Atletas pela Cidadania e a ABRH-Nacional.

Terceirização precisa ser regulamentada

No último dia 14 de setembro, o Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho (IBRET) promoveu o Seminário sobre Terceirização do Trabalho, que aconteceu na Faculdade de Economia e Administração da USP. O encontro contou com a participação de representantes sindicais e empresariais; e propôs uma regulamentação da atividade no país, algo que já existe na Europa, Japão e até Estados Unidos.

 Segundo o Coordenador de Desenvolvimento e Estudos do DIEESE, Ademir Figueiredo, é preciso regulamentar essa atividade e fazê-lo de modo a impedir que o prejuízo maior fique com os empregados, pois muitas empresas de terceirização são agências de emprego disfarçadas e, quando cobradas, simplesmente desaparecem. Veja no vídeo abaixo a entrevista com Figueiredo:

José Pastore, professor de Relações do Trabalho da Universidade de São Paulo, afirma que a discussão sobre se as empresas podem terceirizar apenas atividades meios se tornou falsa, pois com as novas tecnologias ficou difícil dizer o que é meio ou fim em um processo de produção. “Penso que as empresas poderiam ter liberdade para terceirizar o que entendessem ser necessário, mas, em contrapartida, dando total garantia de direitos aos empregados terceirizados”. Abaixo você confere o depoimento na íntegra de Pastore.

Para Carlos Pessoa, vice-presidente de Relações Trabalhistas e Sindicais da ABRH-Nacional, um dos grandes problemas da terceirização nas empresas hoje se deve pelo fato dela estar nas mãos de áreas como a jurídica e de suprimentos. “A área de Recursos Humanos ficou marginalizada nesse processo. Nós temos que considerar que o terceiro é uma pessoa e que a contratação deste serviço deveria ser cuidada pela área de RH, que também deveria realizar uma auditoria na empresa contratante para saber se as obrigações trabalhistas estão sendo cumpridas.” Veja abaixo o primeiro trecho da entrevista com Pessoa:

Neste vídeo, Carlos Pessoa afirma que muitos processos de terceirização colocam empregados dentro de empresas em situações muito desiguais, com salários muito menores e praticamente sem benefícios, o que amplia os ganhos das empresas, mas eleva consideravelmente os riscos de demandas trabalhistas, que cresceram muito nos últimos anos. Assista o segundo trecho da entrevista com o vice-presidente de Relações Trabalhistas e Sindicais da ABRH-Nacional:

De acordo com o presidente do IBRET, Hélio Zylberstajn, a terceirização no Brasil é muito praticada, mas pouco compreendida, daí a importância de um amplo debate que evidencie as mudanças e regulamentações necessárias:

Suspensão de contrato impede demissão

Carlos Eduardo Magni, Diretor de RH da Renault, apresentou o case da empresa, que precisou suspender contratos de trabalho em função da crise econômica, mas usou esse momento para aprofundar seu relacionamento com os empregados, promovendo ações de qualificação, capacitação e treinamento. Como resultado dessa ação, com o início da recuperação e o estímulo às vendas de automóveis via suspensão do IPI, a indústria recontratou todos os que quiseram voltar e ainda contratou mais de 300 novos empregados. Essa solução, menos traumática do que a demissão, pode ser vista como uma alternativa às demissões que preserva as relações entre empresas e empregados, possibilitando assim retomadas com menos estresse. Veja no vídeo abaixo um trecho da palestra de Magni no CONARH 2009.

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