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Vai representar a empresa em um evento? E agora?

Mais do que de imóveis, capital e ações, toda empresa é composta por pessoas. São elas que trabalham e viabilizam a capitalização do negócio através das atividades que desenvolvem enquanto parte integrante de uma organização. Também são elas, as pessoas, quem dão cara às instituições nas transações comerciais, no relacionamento com o consumidor, com a sociedade e com o mercado. Por isso, mesmo representar a empresa em eventos sociais, culturais ou esportivos atribui grandes responsabilidades a quem o faz.

Você é a “cara” da empresa neste momento e estará de alguma maneira associando o nome da empresa ao evento. Por isso, mais do que estar vestido apropriadamente para a situação, é importante saber como se comportar em cada uma delas. Neste sentido, e para que você esteja preparado para a oportunidade quando ela aparecer, reunimos algumas orientações que podem ajudar a fazer bonito (ou evitar o pior) quando a oportunidade surgir.

Evite discutir ou debater assuntos polêmicos

Você nunca sabe como será entendido discutindo sobre política e religião, por exemplo. Se a sua opinião for muito diferente das demais, radical, polêmica ou mal compreendida, a chance de causar má impressão é grande. Se nestes casos as pessoas confundirem a sua opinião com a conduta adotada, apoiada ou defendida pela empresa, as coisas ainda podem piorar.

Tenha cuidado no relacionamento com a imprensa

Se entrevistado ou procurado para um depoimento, não entre em questões sobre as quais não tem conhecimento. Ainda assim, mesmo quando dominar o assunto ou os fatos contidos no questionamento tenha cuidado. Evite usar frases longas, dificultando as duplas interpretações e a fragmentação do contexto.

Seja ético, sempre!

Com a imprensa ou qualquer outra pessoa, não comente sobre assuntos delicados ou sigilosos que possam comprometer a imagem da empresa que você representa. Informações com reserva legal ou de caráter estratégico devem sempre ser preservadas. Expor gafes da diretoria, problemas financeiros ou de gestão, por exemplo, é sempre má idéia.

Seja prudente com as despesas

Se a empresa estiver custeando suas despesas com transporte, alimentação e hospedagem, excelente. Mas isso não quer dizer que “está tudo liberado” ou que “você paga a rodada”. Haja com bom senso. Gaste o que for necessário, sem exageros. Agir com prudência é bem visto em todas as carreiras.

Cuidado com os excessos

Mesmo arcando com as despesas, não perca o bom senso de vista. Não abuse na comida ou na bebida. Já ouviu dizer que “quando a bebida entra a verdade sai”? Pois bem. Não importa o quão correta, transparente e idônea seja a empresa em que você trabalha, algumas questões (principalmente legais, financeiras e estratégicas) devem sempre ser preservadas.

Cuidado com os “agrados”

Seja cauteloso com ofertas que dêem a entender ou induzam a futuras obrigações de favores ou outros objetivos não adequados à relação ético/profissional. Para o bem da empresa (e do seu emprego) sempre relate este tipo de situação ao seu superior.

Relação Chefe x Funcionário: 5 dicas para não perder o rumo.

Encontrar a dose certa em qualquer relacionamento é sempre desafiador. Mesmo em nossas vidas particulares, às vezes é complicado encontrar o equilíbrio para manter uma amizade sadia e duradoura. Saber ouvir, se portar, dialogar e respeitar a opinião do próximo são algumas das recomendações mais ouvidas entre os especialistas. Mas e quando o assunto é o ambiente de trabalho, valem as mesmas regras? Em um ambiente onde qualquer excesso na convivência entre superior e subordinado poderá ser entendido como bajulação ou favorecimento, o que fazer para quebrar esse tabu que cria barreiras em um relacionamento que pode ser muito saudável, amistoso e até produtivo para os dois profissionais?

Para interagir com o chefe, ou o funcionário, sem ser visto como “puxa-saco” ou como um gestor sem poder de liderança, preparamos algumas dicas simples, mas importantes que farão toda a diferença na melhoria do clima organizacional da empresa onde você atua.

Dê fim aos exageros: Se você for amigo demais, poderá fazer com que o grupo não o visualize como chefe, perdendo a referência de quem é quem, ou melhor, de quem tem poder para decidir o que. Já se você se mostrar autoritário demais, poderá colocar diante de seus funcionários uma grande barreira, mantendo-os sempre distantes de você. Nada em excesso é positivo. O segredo para atingir uma equipe unida, ativa, motivada e interessada pelo trabalho é exatamente o equilíbrio.

Não se isole: Na tentativa de não parecer bajulador, não se isole. Compartilhar com a equipe e com o superior imediato suas ideias e iniciativas para aumentar os resultados da equipe só aumentará sua credibilidade. Além disso, mostrará seu interesse pelo bem do grupo. Dividir sucessos diários e dificuldades também ajuda a melhorar o desempenho e permite que o superior tenha mais liberdade em lhe dar feedbacks.

Respeito e medo são coisas diferentes: Construir uma imagem temida é muito diferente de ser respeitado. O medo coloca barreiras e impede um bom relacionamento. Por outro lado, conquistar a simpatia da equipe gerará respeito, e o respeito beneficiará a sua relação com ela. Quando a equipe se sente segura para dialogar, problemas são compartilhados com maior agilidade e podem ser contornados com maior rapidez. Deixe a figura do chefe estressado e carrancudo para o cinema. Há pesquisas que apontam que um dos principais motivadores de boas performances dos colaboradores é a qualidade do relacionamento com o líder imediato.

Respeite para ser respeitado: Respeite seu superior, mas não se submeta prontamente a todas as suas orientações quando encontrar uma melhor solução. Respeitosamente, apresente sua opinião e espere que ele avalie se a opção não é mais interessante. É completamente possível interagir com o chefe sem ser visto como “puxa-saco”. Isso ocorre a partir do momento em que se coloca a marca pessoal nos trabalhos realizados, conquistando resultados concretos e significativos.

Divida a responsabilidade: Adote junto à equipe um relacionamento de companheirismo. Abrace os compromissos de sua equipe, já que você também faz parte dela. Isso não só ajuda a aumentar o respeito da equipe pelo líder, como também retém talentos no meio do processo. Segundo pesquisa do Instituto Gallup, mais de dois terços das pessoas se demitem dos chefes, e não das empresas. E quando o chefe é fiel à equipe, o sentimento e a dedicação são mútuos.

John Wells critica manipulação de balanços

John Wells, professor e Presidente do IMD, uma das mais importantes escolas de negócios do mundo, sediada na Suíça, afirmou ontem durante palestra realizada no Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH), que a maioria absoluta das empresas mente para a sociedade:
“As empresas mentem e muitas fazem isso porque não têm outra alternativa. A estrutura de capitalização das empresas não admite que os executivos sejam sinceros sobre as finanças das companhias, obrigando-os a mentir a maior parte do tempo. Se afirmarem que estão com problemas, como a maioria das empresas está, simplesmente deixam de captar recursos e podem ir à falência”, alertou o professor, que está no Brasil a convite da Associação Brasileira de Recursos Humanos, organizadora do CONARH.
Veja no vídeo abaixo um trecho da palestra, onde ele afirma que muitas áreas financeiras levam as empresas à falência quando manipulam informações nos balanços.

Ética, discurso e prática

O Professor Clóvis de Barros Filho, da Universidade de São Paulo, estará em agosto no CONARH 2009 falando sobre “Ética, discurso e prática”. Segundo ele, imaginava-se, no passado, que a ética era individual, que dizia respeito a cada pessoa. No entanto, ele assinala que esse conceito mudou e que a ética, agora, está relacionada a relações sociais. Veja no vídeo abaixo a primeira parte da entrevista com o Professor Barros Filho.

Você pode assistir a todos os trechos da entrevista com Clóvis de Barros Filho no Canal de vídeos do CONARH no YouTube.

 


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