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ABRH-SP discute liderança em fórum

A ABRH-SP realiza nos dias 16 a 19 de junho o fórum Liderança em Transformação, que vai apresentar diversas leituras sobre a liderança, seus conceitos e metodologias, um olhar histórico nas últimas décadas, cases empresariais e a visão de líderes de fora do ambiente corporativo.

O evento contará com a participação de César Souza, presidente da consultoria Empreenda, e Eugenio Mussak, presidente da consultoria Sapiens Sapiens Desenvolvimento Integral, que falarão sobre a liderança do futuro. Para falar sobre os conceitos e a fundamentação filosófica da liderança, haverá apresentação do Professor Anderson de Souza Sant’Anna, da Fundação Dom Cabral e, para falar da experiência dos gestores ao longo dos tempos e a visão das gerações, os consultores Theunis Marinho e Olga Cristina Amato Balian falarão ao público presente.

O fórum vai acontecer no Hotel Majestic, em Águas de Lindóia. Para informações e inscrições, entre em contato pelo telefone (11) 5505-0545.

E as lideranças?

Segundo a pesquisa, é grande o despreparo para lidar com a crise em meio a vários atores importantes no contexto das organizações, sendo que as lideranças empresariais estariam entre as mais despreparadas, com 55% das indicações:

“Esses dados apenas reforçam pesquisas e estudos mais abrangentes já feitos em diversos países do mundo que apontam o despreparo das lideranças empresariais. Tanto isso é verdade que segundo mais de 2 mil gestores de pessoas em 15 países, é urgente a necessidade de investimentos na melhor formação e preparação dos líderes das empresas, pois isso está afetando a capacidade das empresas de competirem em ambientes de muita complexidade. A crise que estamos enfrentando é apenas uma das provas desse despreparo”, comenta Chelotti.

Soluções vêm de fora

Para 47,9% dos gestores de pessoas ouvidos, a possibilidade de envolvimento da “base da pirâmide” na geração de alternativas para a crise é muito baixa (47,9%) ou nenhuma (16,7%), o que revela que as empresas, de modo geral, desconfiam da capacidade de seus quadros de empregados de criarem soluções para a crise que façam sentido:

“Isso é preocupante, pois afronta tendências já consolidadas que apontam que é justamente entre os empregados das empresas que surgem as melhores ideias para as organizações”, questiona Chelotti.

Falta comunicação

A pesquisa da ABRH procurou compreender, ainda, o grau de transparência com o qual as empresas tratam do tema “crise” e, neste item, a maioria foi amplamente reprovada. Segundo Ralph Arcanjo Chelotti (foto), Presidente da ABRH-Nacional, a pesquisa evidenciou que 52,1% dos gestores de pessoas disseram que raramente os empregados da empresa são adequadamente informados quando há uma crise, enquanto que 29,2% indicaram que isso acontece pontualmente:

“Vivemos na era da comunicação em rede e, no entanto, constatamos que muitas empresas evitam debater temas complexos com seus empregados, imaginando, talvez, que isso vá alarmar as pessoas e comprometer o engajamento com o trabalho. Esta é uma visão ainda pequena da importância de canais de comunicação livres e fluentes, que permitam a troca de idéias, a interação e a participação”, assinala.

Para RH, crise vai até final do ano

Para 52% dos profissionais de Gestão de Pessoas consultados pela ABRH-Nacional, a crise econômica no Brasil não passa de 2009. Quando somados aos que acreditam que a crise termina já no primeiro semestre de 2010, esse número sobe para 72%. O público ouvido nesta pesquisa é bem qualificado, pois 57,4% eram diretores, gerentes de RH e de Relações Trabalhistas, predominantemente dos setores industrial e de serviços, tradicionalmente pessoas que decidem sobre contratações, demissões e investimentos em treinamento e qualificação. Para a maioria dos entrevistados, as empresas onde atuam estão buscando alternativas de redução de custos para evitar demissões, enquanto que outros 29,8% disseram que a empresa já fez redução de quadro e 8,5%, que não haverá demissões.

Importância de comunicar

Em relação à comunicação dentro das empresas, 52,1% disseram que os empregados da sua empresa são raramente informados adequadamente sobre os impactos da crise na organização. Para amenizar esse problema, 37,5% indicaram que a relação líder e liderado deve melhorar e 33,3% acreditam que deve-se construir um modelo ou processo de comunicação entre as partes. Outro ponto levantado pela enquete que evidencia a falta de comunicação nas empresas é que, na opinião dos respondentes, a participação da base da pirâmide na geração de alternativas para a crise nas empresas na qual trabalham é muito baixa (47,9%) ou nenhuma (16,7%)

É hora de negociar

Quando questionados sobre quem deve solucionar os efeitos da crise econômica sobre as relações de trabalho, 67,3% acreditam ser o Governo o principal ator. A maioria considerou também pequeno o preparo dos Sindicatos Patronais (54%), dos Sindicatos dos Trabalhadores (45,5%), dos líderes das empresas (55,1%) e de pequeno a razoável dos profissionais de RH, com empate de 44,9% entre as duas alternativas. Ainda segundo 42,9% dos participantes, a melhor forma de enfrentar os efeitos da crise é por meio da negociação entre esses atores sociais.

Otimismo em relação à crise

Uma enquete realizada pela ABRH-SP durante o fórum Crise Econômica & Relações Trabalhistas, realizado no último dia 10, revelou as expectativas dos profissionais da área de Recursos Humanos sobre a crise econômica e suas consequências.

Os participantes da enquete, em sua maioria diretores e gerentes das áreas de RH e de Relações Trabalhistas, acreditam que a crise vai afetar as empresas e os trabalhadores até o final deste ano, com 52,1% das repostas.

Em relação às medidas para minimizar os efeitos da crise, 57,4% dos respondentes afirmam a empresa na qual trabalha está buscando alternativas de redução de custos, para evitar demissões. Porém outros 29,8% afirmam que já houve redução no quadro de funcionários da empresa.

ABRH-Nacional conquista selo ISO 9001:2000

O selo ISO 9001:2000 de gestão de qualidade foi conquistado pela ABRH-Nacional no dia 21 de janeiro de 2009, para certificação dos processos de gestão de seus produtos. Com isso, a associação comprova que seus procedimentos estão de acordo com a excelência exigida pelas normas da Organização Internacional de Padronização.

A conquista da certificação é fruto de um trabalho que teve início 2007, com sensibilização da Diretoria Executiva e equipe, seguida pela elaboração da política de qualidade e identificação dos processos e procedimentos necessários para atender o Sistema de Qualidade.

A ISO certifica dentro da ABRH-Nacional os processos que envolvem o Congresso Nacional de Gestão de Pessoas – CONARH -, o Prêmio Ser Humano Oswaldo Checchia, o Fórum dos Presidentes e o Fórum de Dirigentes de Recursos Humanos da América Latina, o que evidencia a qualidade dessas atividades. 

Foco no Setor Público

A ABRH-SE promove, no dia 26 de março, o II Fórum de RH do Setor Público, no Auditório da Biblioteca Pública Ephifâneo Dórea, com início às 8 horas. O evento terá como tema “O RH nas Políticas Públicas: Reformulando Paradigmas”, com as seguintes palestras confirmadas:

- “A mobilização de atores da Gestão de Pessoas: Uma ação co-responsável”, com Marilda Abreu, Coordenadora Geral de Desenvolvimento de Pessoas da Presidência da Republica;

- “Reformulando Paradigmas: Da teoria a prática” com Igor Coelho, Gestor de Recursos Humanos da Secretaria do Estado da Saúde;

- “O Modelo do TCE-PE como referência de processos inovadores na Gestão de Pessoas na administração pública”, com Marconi Muzzio (foto), Assessor de Recursos Humanos da Escola de Contas Públicas do Tribunal de Contas de Pernambuco.

Para saber mais informações sobre o evento entre em contato pelo telefone (79) 3211-7010 ou pelos e-mails abrhse@abrhse.com.br e abrh_se@hotmail.com.


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