Carlos Pessoa (foto), Vice-Presidente de Relações Trabalhistas e Sindicais da ABRH-Nacional, alerta que as discussões sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não podem se dar de modo simplista e precisam considerar aspectos históricos do trabalho no Brasil.
“Um estudo sobre emprego e desemprego desenvolvido através de um convênio entre o Dieese/Seade e o Ministério do Trabalho entre os anos de 1985 e 2005, portanto com duas décadas de abrangência, revela que a mudança da jornada de 48 para 44 horas levou a um salto no número de trabalhadores que passaram a fazer horas extras no trabalho, que passou de 25% nos anos 80 para 40% nos anos 2000. Isso mostra que não basta mudar, é preciso saber como”, alerta Pessoa.
No próximo dia 7 de maio, Pessoa, acompanhado do Presidente da ABRH-Nacional, Ralph Arcanjo Chelotti, estará em Brasília (DF) para uma reunião com o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, com o objetivo de apresentar proposta de projeto de lei que regulamenta a transição para uma jornada de 40 horas semanais que considera, inclusive, aspectos relativos a horas extras.

