De acordo com dados da Webroot (empresa britânica especializada em segurança), publicados pelo portal IDG NOW em novembro do ano passado, quatro em cada dez empresas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha bloqueiam o acesso ao Facebook, três ao Twitter e duas não deixam que os funcionários acessem sites de compartilhamento de vídeos como o YouTube. Em escala global, um estudo divulgado pela Consultoria em RH Manpower revelou que as empresas que mais proíbem o acesso a redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut são as brasileiras. Nos dois casos, as principais justificativas para o bloqueio são: a dispersão dos funcionários, a baixa produtividade, o risco de as redes corporativas serem infectadas por vírus e o vazamento de dados sigilosos.
É bem verdade que, sem a orientação adequada, muita gente no Brasil – e em todo o mundo – tem se manifestado na internet de maneira pouco profissional e até antiética. Já houve casos extremos em que o uso de redes sociais no ambiente de trabalho levou, inclusive, à demissão por justa causa, mas talvez seja o caso de analisar e encarar cada situação individualmente.
Cezar Antonio Tegon, diretor executivo da ABRH-Nacional e presidente da Elancers/Vagas Online, também é contra qualquer tipo de bloqueio. Ele é um dos especialistas que acreditam que o uso moderado das redes sociais no ambiente de trabalho aumenta a produtividade. Isso porque pausas curtas e moderadas, como uma rápida navegação na Internet, permitem que a mente descanse, levando a uma concentração maior para o dia de trabalho. “É importante, dentro da rotina de trabalho, existirem momentos de descontração que comprovadamente aumentam a produtividade. Prefiro cobrar resultados se existir dispersão. No caso de acessos excessivos a sites sem relação com o trabalho e não cumprimento de metas, o funcionário deve ser chamado”, explica Tegon.
O diretor defende ainda a tese de que dispersão e baixa produtividade não são produtos do uso das redes sociais, mas da conduta equivocada de alguns profissionais e que bloquear o acesso é tentar tapar o sol com a peneira. “Hoje todas as pessoas têm celulares que acessam a internet. Não é a censura que vai coibir o mau uso”, aponta.
Por isso, se você é gestor de uma empresa ou de uma equipe e impede o acesso de seus colaboradores às redes sociais, talvez seja a hora de ganhar alguns pontos com seus liderados e repensar a questão. Já para você colaborador, que tem acesso às redes sociais no ambiente de trabalho, Cezar Antonio Tegon deixa algumas dicas para não comprometer sua imagem pessoal e profissional.
1. Se a sua empresa lhe dá a liberdade de acessar as redes sociais, aproveite esta liberdade de forma sadia. Durante o expediente, tente utilizar as redes principalmente para realizar atividades profissionais.
2. Faça contatos profissionais. Existem muitos grupos de discussão, sobre diversos temas, com a interação de pessoas do mundo todo, onde as conversas podem ser muito produtivas.
3. Use também em momentos de descontração, mas não abuse. Lembre que seus posts são vistos pelos seus grupos de amigos, contatos profissionais e com certeza não ficará bem se a todo instante você postar comentários sobre o seu dia-a-dia, piada, jogos etc.
4. Siga as regras da empresa. Não comprometa seu tempo com uso excessivo para fins extra profissionais. Agindo dessa forma, com certeza sua liberdade será eterna.
No site da Elancers, a empresa especializada em recrutamento e seleção presidida por Tegon, você encontra outras dicas, segmentadas por rede (Twitter, Facebook, Linkedin e MSN). Tudo para manter uma conduta adequada no ambiente digital.