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Dicas para conquistar as suas metas em 2012

Juliana Favero tomou uma decisão no final de 2011, destas que se toma para mudar a vida: ela quer melhorar seu salário e crescer profissionalmente em 2012. Parece simples, mas não é. Aumentar o salário acima da inflação e subir cargos em sua empresa – ou até mesmo mudar para outra que te dê melhores oportunidades – exige planejamento e empenho.

Com 28 anos e estudando o segundo ano da faculdade de Administração, Juliana trabalha em uma loja têxtil em Bauru, São Paulo. Mas ela sabe o que precisa ser feito. “Com certeza irei fazer treinamentos e assistir palestras voltados em gestão de pessoas, área que estou buscando para a minha carreira”, conta.

Este já é um primeiro passo importante para Juliana: ter metas bem definidas. Aliás, esta é uma das dicas de Cezar Tegon, Diretor de Novos Serviços e Produtos da ABRH-Nacional, presidente da eLancers e articulista do UOL e da Universidade do Futebol. “Alguma dicas são essenciais para atingir os objetivos, antecipar resultados e buscar novas oportunidades”, garante o diretor. Vamos a elas:

  • Trabalhe todos os dias com se fosse seu primeiro dia na empresa. Lembrem-se: sucesso só vem antes do trabalho no dicionário.
  • Conheça seu perfil comportamental para mapear com mais clareza as áreas e posições que deseja e apontar as atividades nas quais você terá melhor desempenho.
  • Tenha metas bem definidas, documente seu plano e faça revisões periódicas.
  • Faça uso da tecnologia. Em qualquer área ou profissão, tecnologia é fundamental
  • Não se acomode com a situação atual. Contribua, seja participativo. Quando detectar um problema, aponte sempre uma solução.
  • Aproveite o bom momento do mercado e estude. Se não tem uma graduação, faça já; se tem, faça uma pós. Estude um segundo idioma, antes mesmo de fazer uma pós. Se tem um segundo idioma, estude um terceiro.
  • Se puder ter uma experiência no exterior, não perca a chance. Essas vivências fora do país são muito valorizadas pelas empresas.
  • Participe de cursos, seminários, eventos, palestras em sua área de atuação. Dinheiro não pode ser desculpa: existem vários cursos bons e baratos, alguns até mesmo gratuitos
  • Mantenha a sua rede de relacionamentos (networking) ativa.

Não deixe que a sua lista de realizações profissionais para 2012 se perca na gaveta junto com as suas canetas velhas e blocos de notas usados. Arregace as mangas e siga estas dicas que você terá a faca e o queijo na mão para conquistar novas etapas na sua carreira.

Enquete da ABRH mostra que profissionais querem mais qualidade de vida em 2012

No final do ano passado, preparamos uma enquete para saber o que as pessoas esperam realizar em 2012. Os resultados pareciam tão peculiares que resolvemos chamar Cezar Tegon, Diretor de Novos Serviços e Produtos da ABRH-Nacional e presidente da eLancers, para analisá-los e compará-los com as mais recentes pesquisas no meio corporativo. Foi aí que percebemos que os nossos resultados estão perfeitamente alinhados com a realidade do mercado.

A começar pela “qualidade de vida”, a opção mais votada na enquete (28% dos votos), inclusive à frente de “ganhar um salário maior” (25%). “Esse resultado já era esperado. Qualidade de vida é o desejo de todos os profissionais, pois engloba uma série de fatores. Entre eles podemos destacar horários flexíveis, morar mais próximo ao local de trabalho, trabalhar remotamente, liberdade de atitudes e opiniões, acessar redes sociais durante o expediente, espaços para descontração”, exemplifica Tegon.

Existe uma explicação para esta tendência: no final da equação, qualidade de vida pode compensar monetariamente um salário maior. Como? “Se você estiver mais perto de casa, gastará menos combustível e poderá até economizar em estacionamento; se demorar menos tempo para se deslocar, ganhará tempo para a prática de atividades físicas e, consequentemente, ficará menos doente”, explica Cezar.

Outro ponto em comum da nossa enquete com as pesquisas é que os “fins” são mais atraentes do que os “meios”. Apenas 7% das pessoas gostariam de começar um MBA e apenas 4% viajariam ao exterior para se especializar. “É comum as pessoas escolherem primeiro o que desejam e depois o que precisam fazer para alcançar estes desejos”, aponta o diretor.

Em último lugar na enquete, “trabalhar menos” alcançou modestos 3% dos votos, mas também não foi uma surpresa. É claro que você conhece dezenas de pessoas que reclamam trabalhar demais, porém diminuir a carga horária parece não ser a prioridade aqui. “Se você faz o que gosta, na empresa que gosta, com pessoas que gosta, e ainda faz parte de um ambiente que, na sua visão, oferece qualidade de vida, com certeza chegará em casa com mais disposição e dará menos valor à possibilidade de trabalhar menos”, afirma Cezar Tegon.

Pelo visto, qualidade de vida não é apenas a primeira opção mais votada, mas também o motivo pelo qual as pessoas não votaram nas outras. Na semana que vem, traremos dicas de Cezar Tegon para quem quer alcançar as metas em 2012.

Em busca do emprego perfeito

Você é feliz no seu trabalho? Se a resposta for “não”, você não está sozinho: 76% dos brasileiros estão insatisfeitos profissionalmente. Este dado foi levantado pelo Stress Management no Brasil (Isma-BR) e ilustra não apenas um período de pressão e cobrança por resultados nas empresas, mas também a vontade de encontrar o tão sonhado trabalho perfeito.

Steve Jobs colocou de uma forma muito simples e precisa esta situação em seu discurso para os formandos da Universidade de Stanford, em 2005. “Seu trabalho vai preencher grande parte da sua vida e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz”, disse o então CEO da Apple.

É fácil encontrar a motivação para buscar um emprego que nos dê prazer, mas como começar a traçar um novo plano de carreira? “A melhor técnica é listar o que gosta de fazer, o que fez de novo e ocasionou realização pessoal, o que as pessoas reconhecem como pontos fortes seus e o mesmo caminho no sentido daquilo que não gosta de fazer”, explica a presidente da ABRH, Leyla Nascimento. Desta forma, você conhecerá as suas possibilidades de acordo com preferências e competências.

Com a lista pronta, é hora de começar a pensar em como você irá ganhar dinheiro na sua nova jornada profissional. “Não podemos desassociar carreira e mercado de trabalho. Conhecer como estão as profissões em nosso país e perspectivas futuras é muito importante para uma boa escolha”, diz Leyla. Vale a pena procurar também pelas novidades e por profissões que estão despontando no Brasil.

Segundo Leyla, “orientação profissional é autoconhecimento, informações sobre as profissões e planejamento de carreira”. Para encontrar o emprego perfeito é preciso fazer um pouco de cada: traçar o seu perfil, as coisas de que você gosta e que te dão prazer; conhecer em quais profissões seria possível aplicar estas aptidões e traçar um plano para atingir os seus objetivos e se tornar realizado profissionalmente.

Troca de área pode ser alternativa ao desânimo na empresa

Existem vários motivos pelos quais funcionários podem ficar desmotivados em relação aos seus trabalhos: salário, problemas de relacionamento com a equipe, chefia, pouca chance de ascensão na carreira, entre outros. Em casos como estes, a primeira solução que passa pela cabeça do profissional é pedir demissão. Porém, uma saída muito pouco utilizada é a mudança de área dentro da própria empresa. Quando há o desejo de permanecer na companhia, trocar de setor pode ser uma alternativa.

Antes disso, porém, é preciso avaliar com calma as opções que a empresa dispõe e como você, funcionário, se sentiria se trabalhasse em outra função. Se a mudança é mesmo o caminho, o primeiro passo para ela seja realizada é conversar com o superior imediato ou o setor de Recursos Humanos para tentar uma recolocação.

A importância do perfil

O funcionário manifestou a mudança de área, o RH concordou, o superior aprovou, mas a vaga que ele quer não tem nada a ver com o perfil comportamental. Como agir quando isso acontece? É uma situação delicada, mas o colaborador precisa entender que a troca de função deve ser um casamento entre aptidão e oportunidade. Não adianta ser tímido e trabalhar em um cargo de vendas (a não ser que ele consiga contornar essa dificuldade, é claro).

Mudanças exigem paciência e flexibilidade

Normalmente, trocas de posições não acontecem do dia para a noite. Por conta dos processos administrativos e burocráticos, é possível que a mudança de área de um colaborador aconteça em longo prazo. O funcionário nem sempre compreende a importância da espera e, muitas vezes, entende o período como um castigo. Para que isso não aconteça, é preciso deixar claro a ele que, para o sucesso da realocação, é preciso planejá-la com calma e conhecimento.

Férias pode ser período propício para alavancar a carreira

 

Por Aline Alves

É possível fazer currículo, network, melhorar o uso das tecnologias e redes sociais ou, simplesmente, viajar para conhecer pessoas e paisagens

O fim de ano passou e você não alavancou a carreira como precisava e queria? Não tem problema. O período de férias pode ser propício para fazer as mudanças que você precisa para conquistar o cargo desejado ou remanejar a carreira.

Heloísa Machado, Diretora de Gestão da Comunicação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional) aponta que quando o profissional está insatisfeito com a carreira, o primeiro passo é não pensar apenas no ganho material, mas com o que o profissional se identifica, pois o ganho material, argumento frequente quando se fala em insatisfação com a carreira, é consequência de talento e experiência a serviço da qualidade e da produtividade.

“Férias é um período em que dispomos de mais tempo, principalmente para fazer o que deixamos por último. Então, priorize-se. Visite sites de recrutamento, envie currículos, verifique cursos que podem ajudá-lo, faça network, tente conversar com profissionais com carreira inspiradora, abra a cabeça para alternativas, faça cursos de Verão, além disso, melhore o uso das tecnologias e das mídias sociais disponíveis”, explica Heloísa.

Com a economia aquecida, estamos vivendo uma época propícia para a procura de emprego, no entanto, as vagas disponíveis exigem cada vez mais formação básica (segundo grau completo ou graduação), conhecimentos técnicos e cursos de idiomas.

“E se você achar que seu currículo está ótimo, aproveite o tempo para viagem de férias, pois se traz muita bagagem intelectual e emocional. Viaje para conhecer pessoas e paisagens. Volte maior das suas viagens ou simples passeios. Certamente isto terá um impacto positivo em seu trabalho algum dia”, finaliza a consultora.

Jovens: infiéis ou determinados?

Por Taynã Almeida

No mercado de trabalho, os jovens podem ser considerados sinônimos de disposição e criatividade. Contratá-los para uma vaga pode se tornar algo promissor para empresa e para o funcionário. Porém, se a companhia não tiver um programa de gestão de pessoas, por exemplo, ela pode criar um cenário favorável à alta rotatividade desses profissionais – o conhecido turnover.

Os jovens são vulneráveis, impacientes, rápidos nas decisões e insatisfeitos. Não pensam “duas vezes” em deixar o trabalho diante de uma proposta financeira melhor. “Normalmente, quando mudam de emprego após pouco tempo de casa, eles o fazem por duas razões principais: melhor remuneração imediata ou porque visualizam uma possibilidade de carreira e crescimento rápido que não estão visualizando no emprego atual”, explica Elaine Saad, vice-presidente da ABRH-Nacional.

De acordo com estudo realizado pela Business School São Paulo e publicado pela Época Negócios em 2008, os  jovens estão  em busca de  carreiras meteóricas  e, se  a  empresa  não dá  sinais  claros  e objetivos  deste caminho, a  tendência é que este profissional saia  logo na primeira oportunidade, ou até sem nenhuma outra oferta de emprego.

Entretanto, Elaine faz ressalvas sobre o ímpeto dos jovens. “Muitos deles têm a fantasia de que encontrarão na próxima empresa um crescimento mais rápido a cargos delegados, uma remuneração mais alta e uma maior valorização. Após o início do trabalho, aparece o desencontro de expectativas, o que pode gerar desmotivação no funcionário”, explica.

É importante que as empresas prestem atenção em seus empregados. Alguns gestos podem alertar insatisfação, como desinteresse pelo trabalho, atrasos, silêncios prolongados em reuniões, falta de sugestões de melhorias e de questionamentos. A rotatividade desses profissionais também pode estar relacionada à gestão de seu líder, uma vez que ele é responsável por desenvolver em conjunto com os jovens o plano de carreira.

Os cursos oferecidos pelas empresas são importantes fatores de retenção de talentos, desde que contribuam para o desenvolvimento real do profissional na função em que ele está. “Cursos ofertados sem um bom plano de desenvolvimento não fazem sentido, são investimentos que podem ser perdidos”, alerta Elaine.  É importante que o chefe administre essa questão com o jovem. Do contrário, ele pode apenas aproveitar a chance de usar a empresa para o seu aperfeiçoamento e levar os novos conhecimentos para outra corporação.

As certezas do passado ruíram

No passado, nossos pais ou avós tinham certeza sobre o que era uma boa carreira ou um bom casamento. Hoje, no entanto, essas certezas dão lugar a um número quase ilimitado de alternativas. Segundo Leandro Karnal, as pessoas que se recusam a compreender que o mundo mudou acreditam que o fim de um tempo, de uma visão de mundo, se torna o próprio fim do mundo, Veja no vídeo abaixo um trecho da palestra de Karnal no CONARH 2009.


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