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Informativo da ABRH-Nacional no Estadão 26/01/2012

Perdeu o Estadão desta quinta-feira? Não se preocupe. Aqui está a versão digital do Informativo da ABRH-Nacional com as notícias da associação e um artigo da Thereza Abraão sobre a relação entre RH e sustentabilidade. Acesse aqui.

Copa e olimpíadas no Brasil: mãos à obra já!

Por Thereza Abraão *

“Chegou a hora de esta gente bronzeada mostrar o seu valor…”. Assim começa a música Brasil Pandeiro, dos Novos Baianos. Logo a seguir, eles cantam: “eu fui na Penha, fui pedir ao Padroeiro para me ajudar…”. Com certeza, temos uma grande oportunidade para aproveitarmos os mais de R$ 3 bilhões de investimentos que serão injetados no país nos próximos 4 anos. O que nós, trabalhadores brasileiros, devemos fazer para tornar a nossa vida mais sustentável, ou melhor, o que devemos fazer para não nos beneficiarmos só no curto, mas também no longo prazo?

Necessitamos de ações efetivas. De acordo com analistas da Fundação Getúlio Vargas e do SEBRAE, os setores que deverão crescer mais durante a preparação para a Copa e para as Olimpíadas são a construção civil, o turismo, a tecnologia da informação e comércio varejista, dentre tantos outros. Novas oportunidades surgirão, especialmente para pequenas e médias empresas, como coleta e tratamento de lixo, ecoturismo e transporte, poderão fazer com que novos empreendedores surjam. Creio que a grandes mudanças virão de duas perspectivas: do aumento significativo do empreendedorismo, da associação em cooperativas e mobilização de grupos regionais de empresários para oferecerem os produtos e serviços necessários; e da melhoria significativa na qualidade dos serviços oferecidos.

Como aproveitar esta onda e fazê-la durar um pouco mais? A primeira coisa é pesquisar. Faça uma busca pelos portais virtuais relacionados à Copa e às Olimpíadas no Brasil. Procure se informar sobre o que foi feito nos países que já receberam estes eventos, consulte os portais do Governo, SEBRAE e do seu estado; troque ideias com a sociedade local sobre a “vocação” da sua região e identifique quais são as maiores carências e o que de melhor ela tem para oferecer. Ao mesmo tempo, questione o quanto você está disposto e tecnicamente preparado para aproveitar as oportunidades e mostrar ao mundo o valor do povo brasileiro.

Para mim, fica a ideia de que o desenvolvimento no campo social e de trabalho só realmente acontecerá se formos proativos, empreendedores, determinados e devidamente capacitados para inaugurarmos uma nova página no desenvolvimento da sociedade brasileira.

Mãos aos céus, sempre. Mas o momento pede mãos à obra já!

* Thereza Abraão é membro do comitê de criação do CONARH

A importância do segundo idioma

Por Taynã Almeida 

O inglês é considerado o idioma universal. Mas por ser algo praticamente obrigatório, as empresas ficam de olho nos profissionais que tem o domínio de outras línguas. De acordo com Thereza Abraão, membro do Comitê de Criação da CONARH, o espanhol é o segundo idioma mais desejável no meio corporativo brasileiro. Portanto, ser bilíngue ainda é um diferencial.

Para quem deseja construir uma carreira em empresas privadas, é praticamente uma obrigatoriedade saber dois idiomas. “Os profissionais bilíngues terão a oportunidade de atuar em atividades mais diferenciadas e com mais exposição, ampliando as possibilidades de um encarreiramento mais rápido e consistente.”, explica.

Entretanto, o fato de falar mais de uma língua não representa por si só uma melhor remuneração. Para Thereza, o fato de se comunicar em dois ou três idiomas facilitará o acesso a posições melhor remuneradas. Esta é a tendência, porém não é regra. O desempenho de uma pessoa é resultado de vários fatores intelectuais, emocionais e sociais.

É importante ficar atento ao mercado de trabalho. Afinal, há uma tendência cada vez maior de as pessoas conviverem com as aquisições de empresas. “Mesmo que a sua profissão não exija no dia a dia, sua empresa poderá ser adquirida por uma multinacional e você se verá rodeado de estrangeiros, tendo que encontrar um jeito de trabalhar junto.”, alerta Thereza.  

As empresas estão em busca de profissionais versáteis e bem preparados em todos os aspectos. O mais relevante é que cada um veja sentido no que está estudando ou fazendo. Se o profissional não enxergar valor para si, será um verdadeiro sacrifício para ele. Por outro lado, Thereza aponta que a decisão de não estudar outro idioma impacta diretamente nas oportunidades pessoais e profissionais do futuro.

Mercado de trabalho: profissionais inovadores ou tradicionais?

por Taynã Almeida

Existem vários tipos de profissionais. Alguns são mais sensíveis e voltados à inovação, outros são mais tradicionais. Diante desse cenário, Thereza Abraão, membro do Comitê de Criação da CONARH, destaca alguns pontos que podem contribuir para que você se torne um profissional de destaque.

Geralmente, as pessoas que se sobressaem dentro de um ambiente de trabalho são atentas aos movimentos da sociedade, com facilidade para estabelecer conexões e explorar os aprendizados que temos ao longo da vida. Para Thereza, são profissionais que não temem em usar um pouco mais de energia para ir além e costumam transformar dificuldades em oportunidades. “O inovador tende a ser curioso e um pouco mais corajoso para correr riscos”, explica.

Esse profissional preenche alguns dos requisitos do mundo moderno, como simplicidade, objetividade, liberdade de escolha, praticidade, velocidade, utilização de modernas tecnologias e conexão entre vários públicos. Mas o que adianta ter, ser ou saber essas características e não conseguir se destacar? Thereza afirma que o primeiro passo é ter paixão pelo trabalho e saber produzir em equipe. Porém, “Não podemos deixar de lado as competências técnicas, que contribuem fortemente para a qualidade do trabalho, e as comportamentais como equilíbrio emocional, proatividade e saber trabalhar com a diversidade. Se isso não fizer parte de você, dificilmente irá se destacar”, alerta.

Muitos profissionais, entretanto, não se sobressaem devido à conduta da própria companhia. Para Thereza, saber alocar cada pessoa naquilo que gosta e tem significado para ela contribuirá para que cada um traga o seu melhor. “Um ambiente estimulante, mais tolerante aos erros e que valorize os diferentes tipos de comportamentos poderá despertar pessoas que até então se mantinham mais acomodadas nos padrões já existentes”, informa.

No entanto, é importante ressaltar que as pessoas não são iguais e cada uma tem uma forma de pensar e encarar o trabalho. Sinal positivo. Afinal, as companhias não precisam de apenas um perfil de funcionário por causa da quantidade de cargos que existem. “O ideal é que tenhamos um mix de pessoas engajadas e identificadas com o que fazem. Acredito que a partir daí consigamos os melhores resultados”, finaliza Thereza.

 

 

 

O RH e a Transformação

A jornalista Thais Gebrim, editora da página da ABRH-Nacional no jornal O Estado de S. Paulo, questiona qual é a oportunidade que o RH tem hoje para transformar a realidade das empresas. Segundo Thereza Abraão, consultora de educação e desenvolvimento da sustentabilidade do Banco Real, e Cléo Wolff, consultora organizacional, essa é uma pergunta que deve vibrar no coração de todos os profissionais de Recursos Humanos. Confira a resposta no vídeo abaixo e comente.


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